sexta-feira, 6 de julho de 2012

Imposturas de Olavo de Carvalho

     
       A direita conservadora, no Brasil e em outros países, vem se empenhando no combate aos movimentos negros, cujas reivindicações tenta desqualificar em todas as ocasiões propícias.  Os episódios mais evidentes de discriminação racial muitas vezes são contestados de maneira cínica.  Não é raro que, após a exposição na mídia de fatos desta natureza, certos comentaristas lancem a culpa sobre os ofendidos.  Com mais frequência, após análises superficiais o racismo é "transformado" em mero preconceito econômico, mesmo que as reais condições econômicas dos envolvidos sejam desconhecidas por completo.
       Hoje de manhã encontrei no Youtube o vídeo Mandela, genocídio, racismo, produzido por Olavo de Carvalho e publicado em fins de 2010.  O "decano" do site Mídia sem Máscara, como de hábito, constrói   em seis minutos uma tosca mistura de acusações estapafúrdias, generalizações grosseiras, distorções factuais e impropérios:
               
http://www.youtube.com/watch?v=hbOcWCgRqzs&feature=related
       
       O trecho abaixo (ver de 2:04 em diante) me despertou a atenção pelo volume de desonestidade intelectual  agregado em apenas duas frases:


"Dívida por dívida, vejam o seguinte: os muçulmanos, entre os quais havia uma quantidade enorme de negros africanos, eles invadiram a Europa e começaram a fazer escravos lá pelo menos oito séculos antes que os europeus se metessem na África.  E a totalidade do tráfico de escravos dentro da Europa para o mundo muçulmano é imensa, algo por baixo, por baixo entre três e cinco milhões de pessoas."

        Olavo de Carvalho, maliciosamente, superestima o número dos negros islamizados que tomaram parte nos ataques dirigidos pelo Islã à Europa na Alta Idade Média.  Pela leitura de Albert Hourani, notamos que a conquista da Península Ibérica pelos muçulmanos coube essencialmente a árabes e berberes norte-africanos.  O autor informa que com a substituição da dinastia dos Omíadas pela dos Abássidas, ainda no século VIII, houve um reforço na ocupação da região por elementos originários da Síria. 
                
Hourani 60

       O povoamento muçulmano da península a partir da África cresceu nos séculos seguintes, mas continuou fortemente associado às migrações dos berberes, mediterrâneos de ancestralidade caucasiana em sua maior parte. Não há qualquer indício de que os negros formassem mais do que uma pequena minoria, e menos ainda de que desfrutassem obrigatoriamente de posições sociais de prestígio.        

Hourani 61

       Pelo contrário: Alberto da Costa e Silva relata que os negros, chegando em maior quantidade a  Al-Andalus a partir da instauração do poder dos califas almorávidas (século XI), muitas vezes o faziam na qualidade de escravos.  Fica claro que atribuir aos povos subsaarianos um protagonismo na escravização de cristãos semelhante ao desempenhado pelos europeus do século XV em diante na África é uma impostura absurda.    

Costa e Silva 133

         A tentativa de culpabilização extra do Islã também é falha.  Os processos de escravização verificados na bacia do Mediterrâneo foram uma via de mão dupla: se milhares de prisioneiros visigóticos, hispano-romanos e de outras etnias do sul da Europa caíram no cativeiro (o que não há como negar), os muçulmanos vencidos nas guerras ibéricas tinham um destino semelhante.  Isto fez com que as áreas que constituem a atual Espanha, nas quais a escravidão era bastante difundida, conhecessem uma organização econômica bem distinta da que prevalecia na França, na Alemanha e nos Países Baixos, por exemplo.       

Anderson 164

             O mesmo se deu em Portugal, reino em que a servidão feudal se atrofiou em consequência da disseminação da mão de obra escrava.  A conquista do Alentejo e do Algarve, províncias do sul, forneceu aos proprietários rurais numerosos cativos islâmicos.  A expressão "trabalhar como um mouro" constitui um reflexo daquele tempo.

Anderson 167

           Sobre a escravidão ibérica, devo também ressaltar que o historiador português José Hermano Saraiva,  insuspeito de qualquer inclinação esquerdista ou terceiro-mundista, afirma que os muçulmanos introduziram em seu país melhoramentos agrícolas que reduziram a necessidade de trabalho compulsório.   

Saraiva 18

                 Portugueses e espanhóis viviam em contato com muçulmanos e eram influenciados por estes, me diria em triunfo um conservador mais afoito.  Este argumento cai com igual facilidade.  A narrativa dos cronistas árabes a respeito da tomada de Jerusalém, no início das Cruzadas, demonstra que os defensores da cidade sabiam que, após a derrota, seriam exterminados ou escravizados  pelos franj (francos), ingleses, franceses e alemães.    

Maalouf 12

         Com a continuidade das Cruzadas, os venezianos assimilaram o cultivo da cana, produzindo açúcar na Ásia Ocidental e mais tarde nas ilhas mediterrâneas de Chipre, Creta, Malta e Sicília.  Esta atividade não dispensou o emprego de outros escravos, talvez majoritariamente muçulmanos, e entre os quais fatalmente haveria alguns negros.   

Costa e Silva 136

       Sobre a atuação dos venezianos como mercadores ou donos de escravos, temos razões para suspeitar de que nada deveram em atrocidades aos senhores mais cruéis da América Portuguesa.  Durante a Baixa Idade Média, os habitantes da Bósnia, para escapar ao controle de Veneza, se lançaram nos braços do Império Otomano, tornando-se muçulmanos.      

Anderson 280/281

        Quanto ao tráfico em direção às Américas, as estatísticas provam que os negros escravizados provinham maciçamente de regiões alheias ao domínio islâmico, como a África Centro-Ocidental e o Golfo da Guiné.  Alegar que os descendentes de súditos do rei do Congo trazidos para o Brasil não podem declarar sua indignação porque marroquinos, egípcios e sudaneses de pele escura possuíram escravos europeus na Idade Média faz tanto sentido quanto exigir desculpas do atual governo austríaco pela ação dos negreiros britânicos.        

Lovejoy 93

            Isto diz respeito, em profundidade, ao Brasil.  Os dados acerca dos desembarques de escravos no Rio de Janeiro, porto mais ativo do continente neste negócio, não deixam dúvidas de que no período entre 1790 e 1830, marcado pela revitalização da agricultura comercial e pela expansão dos cafezais, os trabalhadores das plantações eram importados, em sua maioria esmagadora, de Luanda, Cabinda e Benguela, localizadas na atual Angola, e secundariamente de Moçambique.    

Florentino 234

       Além de inconsistente, a discussão levantada por Olavo de Carvalho é empobrecida.  Ele tenta incutir no público a ideia de que muitos negros pretendem se vingar de todos os brancos, da forma mais ampla ao seu alcance, ou talvez exigir do Estado indenizações pecuniárias que evidentemente jamais poderão ser pagas.  Desvia o foco da questão que realmente tem importância e não deve ser protelada: como construir uma sociedade realmente igualitária, inclusive no aspecto étnico, nos dias de hoje.  O projeto liberal, centrado na mera igualdade jurídica, vem fracassando há quase duzentos anos.    

Referências:

ANDERSON, Perry.  Passagens da Antiguidade ao Feudalismo.  São Paulo: Brasiliense, 1991.
FLORENTINO, Manolo.  Em costas negras: uma história do tráfico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro: séculos XVIII e XIX.  São Paulo: Companhia das Letras, 1997. 
HOURANI, Albert.  Uma história dos povos árabes.  São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
LOVEJOY, Paul.  A escravidão na África: uma história de suas transformações.  Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
MAALOUF, Amin.  As Cruzadas vistas pelos árabes.  São Paulo: Brasiliense, 1988.
SARAIVA, José Hermano.  Breve História de Portugal.  Lisboa: Bertrand Editora, 1989.  
SILVA, Alberto da Costa e.  A manilha e o libambo.  Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.





129 comentários:

  1. Fato não citado no artigo, mas relevante para compreender a questão é que a Arábia Saudita só aboliu a escravidão em 1962.
    Também é relevante que uma das motivações do atual conflito no Sudão é a tentativa dos sudaneses de etnia árabe escravizar tribos de etnias negras submetidas.
    Enquanto o Ocidente reconheceu a mácula moral em sua História representada pelo tráfico de escravos, tal penitência não existe no Islã atual, cuja prática escravagista é recente ou mesmo, em alguns locais, atual.

    ResponderExcluir
  2. O objetivo da matéria não é absolver o tráfico e a escravidão no mundo muçulmano, que podem e devem ser alvo de crítica, mas demonstrar a manipulação ideológica promovida por Olavo, seu etnocentrismo grosseiro e a imprecisão dos dados que apresenta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eita! Dançou. Agora vai ter que ler todos aqueles livros estrangeiros que Olavo citou para poder argumentar de novo! rsrsrsr

      Excluir
    2. A julgar pelo comentário, a leitura, para a "Dona Maria", certamente é um grande sacrifício!

      Excluir
    3. Pode até ser um grande sacrifício para a "Dona Maria", mas talvez ela saiba ler em algum idioma estrangeiro. E você, aparentemente, não. Qualquer profissional sabe que não é possível construir conhecimentos minimamente sólidos pautando-se apenas nas traduções (muitas vezes de qualidade discutível) de livros importantes para a compreensão da História e do mundo. Você citou boas fontes, mas poderia criar um grupo de estudo com seus amigos e partir para uma leitura da "New Left Review" ou de alguma outra fonte de esquerda que contrapusesse os autores e as ideias que o Olavo citou. Não só no vídeo. Mas nas suas obras e em seus artigos. Isso daria um debate historiográfico enriquecedor e interessante, em vez de trocas de farpas a esmo. É claro que não sei se você teria tempo, disposição ou interesse para fazer isso, mas fica aí a dica. Desculpe pela mensagem tão longa.

      Excluir
    4. Consigo ler razoavelmente em francês, mas não tenho bibliografia na língua sobre o tráfico. Minhas especialidades são outras, e me falta tempo para a árdua tarefa que você me sugere. Perdoe-me também, Thiago, mas julgo que você superestima a erudição de Olavo: qualquer um pode baixar do Dr. Google uma lista de obras sobre qualquer assunto. Mas veja, na postagem de hoje, que Olavo simulou um falso domínio sobre as fontes que apresentei.

      Excluir
    5. Não é possível que você seja idiota a ponto de acreditar que o Olavo viu a sua publicação, correu para o Dr. Google e imediatamente comprou mais de 10 livros (que foram entregues em tempo record) só para exibir o quanto ele é gostosão. Meu filho, acredite, existe gente melhor que você.

      Excluir
    6. Tenho uma boa margem para suspeitar disto, visto que Olavo citou erroneamente Manolo Florentino e Alberto da Costa e Silva. Calculo o grau de idiotia a que chegam os que acreditam cegamente nele.

      Excluir
    7. Ler não é sacrifício nenhum quando se conhece o idioma lido! Imagine-se um monoglota ter que ler dezenas e dezenas de livros em pelo menos três idiomas!!!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Dançou, cara!!!!!!!!!
      Vai levar aí "algum tempinho" no mínimo para aprender os idiomas e depois ler os livros. Sugestão: traduz no google!
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Excluir
    8. Começo a pensar que a Dona Maria mal lê em português. Comentários sobre o tema, nenhum. Parece uma garota que nunca viu um jogo de futebol gritando o nome do time do namorado, sem saber sequer para que lado ele está atacando.

      Excluir
    9. Da mesma forma que cita nos seu propios comentarios calcular o grau de idiotia a que chegam os que acreditam cegamente em Olavo de Carvalho, cabe em você a simples recíproca como verdadeira

      Excluir
    10. Não existe a recíproca: se Olavo de Carvalho disser que a Terra gira em torno do Sol eu não vou contestar apenas porque a sentença veio dele. Por outro lado, se Olavo repetir que Che Guevara invadiu Angola em 1975...

      Excluir
  3. Ora, estão demorando para bater a sério no Olavo sendo que há várias outras incongruências desse que se diz filósofo, mas é apenas mais um explorador que tira onda em cima dos reacionários carentes de alguém que possa empunhar suas posições sectárias.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É que não é qualquer um que pode bater no prof. Olavo.
      Creio que o Gustavo é das poucas pessoas Hoje no Brasil que tem base pra criticar o prof.

      Excluir
    2. Curioso seu comentário, Marciel... se ninguém ainda bateu seriamente no Olavo, ou seja, se ninguém ainda refutou seriamente aquilo que ele apresenta em seus livros, e expõe como a fraude que você assume ser, então com base em quê você conclui que ele é apenas mais um explorador que tira onda em cima dos reacionários carentes?

      É uma pergunta séria, não é retórica. É óbvio que o Olavo te desagrada, mas de onde você tirou essa idéia? Só consigo encontrar três opções lógicas:

      a) O Olavo de Carvalho te desagrada e você não é capaz de refutá-lo, mas acredita que há em algum lugar um herói anti-Olavo idealizado, que fará isso.

      b) Por "bater a sério" você na verdade refere-se a atacar o Olavo como pessoa para ridicularizá-lo, independente da validade do que quer que ele diga, ou seja, nada a sério.

      c) Você mesmo já estudou a fundo toda a obra do Olavo e já sabe que ela é fundamentalmente falha e cheia de incongruências. Nesse caso, o que está esperando? Eu juro que compro seu livro na hora. Se o Olavo estiver me enganando esse tempo todo, eu sou mesmo muito burro.

      Excluir
    3. Estudar "a fundo" a obra do Olavo seria como chafurdar num lamaçal movediço e muito atraente para quem cultiva certos hábitos.

      Recomendo, a quem ainda não teve contato com a obra do grande guru da picaretagem "paralaxativa", apenas um bom distanciamento higiênico.

      Inegável, porém, é o fato de que o Olavo de Carvalho é um excelente retórico. E tão somente. Eis sua "filosofia".

      Excluir
  4. Lamento muito o post aqui aventado, pois a maioria das remissões aqui trazidas a colação não são fontes "fidedignas" para alçar qualquer testemunho plausível. Caso o "Blogueiro" queira posso passar uma lista de livros que abalizam melhor a questão mulçumana, que não é tão cor de rosa como quer esse blogueiro.

    ResponderExcluir
  5. Alimentamos um debate que não terá fim. O Sr.Olavo de Carvalho presta um grande serviço quando levanta questões hoje imaculadas, proibidas. A escravidão foi e é um fato real em todas as sociedades, basta ver os casos ainda existentes no Brasil na area rural e em algumas cidades. A questão é se hoje no Brasil a sociedade tem algum débito a pagar pela escravidão do passado, que foi habolida. A incoerência e a forma como tudo é manipulado a favor de teses absurdas é de alarmar.

    ResponderExcluir
  6. Se entre os Árabes haviam poucos ou muitos negros, isso não muda o fato de que não é o homem caucasiano o maior escravizador e que é indevida essa onda de criminalização deles por crimes que cometeram séculos atrás.

    Se formos começar a querer corrigir todas as injustiças históricas com medidas atuais, o mundo virará um completo caos. Esse raciocínio é incabível; é impossível fazer uns pagarem pelos erros que outros cometeram num passado distante; sendo eles de mesma raça ou não.

    Independente desse absurdo temporal, as afirmações citadas por Olavo de negros que pregam AINDA HOJE a matança de brancos são vistos não como apologéticos de genocídio, mas como pobres vítimas justificadamente enraivecidas. É legítimo andar na rua com uma camisa Orgulho Negro, mas se alguém se atrever a usar uma com os dizeres Orgulho Branco, será tachado de racista no mesmo momento (se não preso ou linchado).

    É quanto a esse uso absurdo de dois pesos e duas medidas que se fundam as críticas feitas no vídeo, sendo portanto, legítimas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Porra, você não consegue enxergar o absurdo do que diz? Que nos valha a vida, deuses. A retomada desse amontoado de fatos - e mentiras - históricas leva a quê, quando observamos até hoje discrepâncias econômicas e de inserção social geral entre pessoas por causa da cor da pele e da textura do cabelo? Não há qualquer duvida de que ter pele branquinha te garante muito mais facilmente trabalho do que ser negro "azul", como tacham. E, sim, acho que é óbvio encontrar explicação pra isso na ideologia do colonizador que construiu o Ocidente. Como disse o blogueiro, não há nenhum interesse em pagar o impagável. O objetivo agora é equalização, inserção. É tirar a renda concentrada quase toda nas mãos brancas e dividi-la com as mãos negras. Difícil isso, né? Pesquisa pra você ver a diferença quantitativa entre negros e brancos pobres e também o contrário. Eita lá! E ainda precisa desenhar na tua testa pra mostrar que a abolição da escravatura não inseriu os negros de forma adequada nessa nossa sociedadizinha?

      Nem parei para comentar o mais engraçado do que você disse. Orgulho de ser branco? Por quê? Pelo fato dos brancos terem sido e ainda serem oprimidos, discriminados e inferiorizados exatamente por ter essa cor de pele branca tão marginalizada na sociedade e agora se ver na obrigação de ser representado com orgulho porque, em pleno século XXI, acha que não pode ser estigmatizado nem subestimado por ter esta cor? Que não deve se esforçar mais do que os outros pra não continuar sempre à margem? ... Bem, se for, tudo bem. Só acho que você precisa ficar mais escuro pra ter razão.

      Excluir
  7. Caraca, que texto vazio. Você martelou, martelou, martelou e não disse nada. Tudo o que você conseguiu dizer é que a escravidão não é privilégio de negros, que milhares de outros povos também foram escravizados ao decorrer da história.
    Comentar sobre a escravidão de negros por negros no continente africano ninguém quer, né? Muito menos dos escravos que possuíam os quilombolas, como Zumbi.
    Faça o favor, que lixo.

    ResponderExcluir
  8. Cheguei a esse blog através de um post que o próprio Olavo colocou no facebook, e pra tirar as dúvidas, li tudo o que você escreveu. Sim, realmente parece que você está certo nesse particular. A sua versão está muito mais embasada e aparentemente muito mais realista que a do Olavo. Porém, isso não significa que tudo que ele escreveu até hoje são imposturas e distorções. Acredito que, na média, ele está certo em 80% das coisas que ele fala, o que já é uma ótima média. Nesse ponto específico ele errou, como aliás todo ser humano tem o direito de errar. E você fez um ótimo trabalho ao pesquisar e esclarecer mais sobre esse assunto, pelo qual merece crédito. Mas não queira desqualificar todo o trabalho do filósofo por causa de um deslize, afinal, ninguém é perfeito. Atenciosamente, Josué.

    ResponderExcluir
  9. "desonestidade intelectual" - Não é esse um termo cunhado pelo próprio Olavo, que agora é usado contra ele? "Críticos" do Olavo, affs!! Nem mesmo um vocabulário próprio!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Logo vão descobrir que Olavo de Carvalho criou a língua portuguesa e, num momento de distração, destruiu a constelação de Andrômeda.

      Irrefutável. OdeC é Deus!

      Excluir
  10. Nenhum historiador sério tem o direito de ignorar as pesquisas (inclusive de historiadores árabes e muçulmanos) sobre a escravidão e comércio de negros operada pelos islâmicos. As mais baixas estimativas são de 14 milhões de negros escravizados, do século VIII até o XX.


    http://www.oneworld-publications.com/cgi-bin/cart/commerce.cgi?pid=175&log_pid=yes

    http://kitmantv.blogspot.com/2009/10/slaves-for-middle-east.html

    ResponderExcluir
  11. Os tubarões da USP e todo o que tinha de melhor na intelectualidade esquerdista já tentou 'bater sério' no Olavo. Todos saíram humilhados dos debates. Tanto é verdade que passaram a fingir que ele não existe e deixar a tarefa para os 'peixes pequenos'.

    Desculpe-me, Moreira, mas essas tuas fontes não são definitivas. Nas últimas décadas, por um lado, houve uma manipulação histórica medonha, a ponto de todos considerarem a Idade Média a 'Idade das Trevas' - além do mito de que os muçulmanos civilizaram a Europa -, coisa que nenhum historiador honesto atualmente sustenta. Por outro, há uma infinidade de obras que são praticamente irretocáveis por estarem baseadas em documentos históricos.

    Enfim, você pega um excerto de um programa de rádio dele e analisa como se isso fosse tudo; não considerando que o Olavo, em outros artigos e aulas, cita fontes aos montes, fontes estas que refutam totalmente as teses grosseiras e sem lastro lançadas nas últimas 3 décadas.

    A coisa não é tão simples assim.

    Luis Fernando

    ResponderExcluir
  12. O autor deste artigo desconhece TODA a bibliografia recente sobre o assunto, e nem procurou atualizar-se a respeito. udo o que faz é repetir lugares-comuns consagrados do discurso comunista, fazendo de conta que a distorção ideológica é minha, não dele. No meu próximo programa True Outspeak, 25 de julho de 2012, darei algumas informações que ele não deseja receber de maneira alguma.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olavo,

      Desde quando professor no Brasil se atualiza e conhece a bibliografia recente sobre qualquer coisa? Eu tenho esperanças de que existam alguns em algum lugar, mas é igual unicórnio. Eu nunca vi.

      No geral, o sujeito considera seu trabalho encerrado quando consegue um diploma. Ser professor é um emprego. No máximo ele vai considerar uma pós-graduação para ter um salário melhorzinho.

      Excluir
    2. Que retórica vazia! Quem sustenta a produção editorial das universidades, autodidatas solitários?

      Excluir
    3. Você tem os números da produção editorial das universidades nacionais, os números de quais são reedições e trabalhos originais, e as citações desses trabalhos acadêmicos fora do círculo em que foram produzidos?

      Se não tem, isso sim é retórica vazia.

      Excluir
    4. Ademais, lendo seus comentários aqui parece que você mesmo é um exemplo. Você próprio admite que arranhava no francês durante seu doutorado, e agora diz que lê razoavelmente. Não sei quanto tempo foi isso, mas imagino ser mais do que alguns anos. É lamentável alguém cuja profissão é o exercício da vida intelectual, não conseguir adquirir fluência justamente em francês.

      Como você já aceitou o rótulo de monoglota, assume-se que inglês você também não sabe. Se com o francês capenga você já tem problemas, com inglês, nem se fala. Você não devia abrir a boca para falar sobre esquerda e direita se a principal literatura sobre isso produzida nos últimos dez anos é inacessível a você.

      Vai estudar, larga de perder tempo com blog.

      Excluir
    5. Não tenho nenhuma dessas estatísticas. E você, no que se baseia para dizer que professores brasileiros não compram livros, ou que as demais categorias se atualizam mais? Achômetro?

      Excluir
    6. Para quem me julga tão ignorante, você está perdendo tempo demais com o meu blog. Principalmente se lembrarmos que fala de tudo, menos de escravidão e/ou tráfico, que são os temas em pauta. Haja ócio! Fica óbvio, também, quem deve silenciar, depois de ter insinuado que nada do que se publicou nos "grandes centros" de uma década para cá está acessível nas livrarias brasileiras.

      Excluir
  13. Achei incongruência por aqui também quando fora dito: "superestima o número dos negros islamizados que tomaram parte nos ataques dirigidos pelo Islã à Europa na Alta Idade Média. Pela leitura de Albert Hourani, notamos que a conquista da Península Ibérica pelos muçulmanos coube essencialmente a árabes e berberes norte-africanos." E posteriormente "Com a continuidade das Cruzadas, os venezianos assimilaram o cultivo da cana, produzindo açúcar na Ásia Ocidental e mais tarde nas ilhas mediterrâneas de Chipre, Creta, Malta e Sicília. Esta atividade não dispensou o emprego de outros escravos, talvez majoritariamente muçulmanos, e entre os quais fatalmente haveria alguns negros".
    Afinal, eram ou não negros? Não todos, mas alguns eram, mas aqui neste ponto caiu em contradição quando fala-se de islâmicos negros para o bem e os omite sobre o mal.
    Além do fato de haver conflito entre as tribos onde era o próprio negro que fazia escravos de seus inimigos, e os vendia para o europeu. Não vejo a incongruência de Olavo de Carvalho, já que a única coisa que ele quis dizer com isso é que todos somos iguais e ninguém precisa de favorecimento, pois a sorte daquele povo não é mais a mesma, e que todos temos o mesmo direito, não importando a cor da pele. Mas por aqui foi feito um circo sobre uma temática, e fugiu se do contexto real, utilizando-se não do que fora dito, mas do que a falta de entendimento de suas palavras faz parecer.

    ResponderExcluir
  14. "... O projeto liberal, centrado na mera igualdade jurídica, vem fracassando há quase duzentos anos.". Engraçado o texto não citar o projeto da esquerda, que em cerca de 100 anos já dizimou 120 milhões de pessoas pelo mundo. Esse projeto já ta bem conhecido... miséria, fome e péssimas condições para todos! Viva a "sociedade igualitária"!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É típico de uma certa direita alegar que todo projeto de esquerda resultará em gulags, ao mesmo tempo em que se "esquecem" os interesses capitalistas relacionados às guerras coloniais, nos conflitos mundiais, na formação e nos genocídios das ditaduras conservadoras do Terceiro Mundo.

      Excluir
    2. Gustavo,

      Você não foi nada honesto na sua resposta.

      Inicialmente você fala em "o projeto liberal", centralizando em uma entidade abstrata todas as ações feitas em nome do liberalismo. É um argumento estúpido, mas tudo bem.

      O Victor Cappa responde no mesmo nível. Ele fala em "o projeto da esquerda", colocando da mesma forma todas as ações da esquerda no mesmo saco.

      Da forma como ele colocou, não há argumentos. As mortes produzidas pelos movimentos revolucionários de esquerda no século XX ultrapassam a de todos os conflitos anteriores.

      Mas ao omitir o artigo definido na sua réplica você mudou a comparação. É claro que nem todo "projeto de esquerda", seja lá o que isso signifique, resulte em gulags, mas ninguém falou em "projeto" do que quer que seja como ações consideradas isoladamente. O termo projeto foi usado para referir-se a essa entidade abstrata que abrange todos.

      Poderíamos até considerar que você só se confundiu, porém, logo em seguida você usa a expressão "interesses capitalistas" da mesma forma: uma abstração de tudo.

      Decida-se. Considere atos concretos de ambos os lados, ou conceitos abstratos. Não que vá fazer muita diferença...

      Esquerdista costuma usar essa estratégia mesmo, de opôr a esquerda idealizada com o mundo real, mas pela sua prepotência eu esperava mais finesse.

      Excluir
    3. Nem todo projeto de direita é liberal, nisto você até pode ter razão, mas o liberalismo, como um todo, se detém na igualdade jurídica. A igualdade real de oportunidades, nestes duzentos anos, tem sido combatida de todas as formas pelos liberais.
      Sobre a fala do Victor, note que eu disse "uma certa direita", o que fatalmente exclui muita gente deste primarismo.
      De resto, interesses capitalistas não são uma abstração: o financiamento de uma guerra na qual se disputam recursos minerais, hídricos ou humanos é algo tão material quanto uma bomba atômica.

      Excluir
    4. Gustavo, não se faça de desentendido. Eu mostro como você foi desonesto, e a sua saída é tentar repetir a mesma coisa e ver se cola?

      Você acima falou em "todo projeto de esquerda" como entidade singular, e estabeleceu a comparação com "o projeto liberal", uma entidade puralista a que atribui todas as ações liberais.

      Agora a pretexto de se explicar você faz exatamente a mesma coisa. Claro que os atos realizados por interesses capitalistas não são uma abstração, mas você não falou deles isoladamente. Você tratou os próprios "interesses capitalistas" como entidade concreta em si, mas não aceita que se faça o mesmo com os "interesses de esquerda", porque aí você perde feio.

      Deixa de ser desonesto... você faz isso com seus alunos?

      Excluir
    5. Ao invés de sofismar, leia Domenico Losurdo (Contra-história do liberalismo e Democracia ou bonapartismo?)e veja como riqueza de detalhes e de referências como TODOS os regimes liberais restringiram o sufrágio e tentaram ao máximo evitar que não proprietários participassem do mundo da política. O pacote, em vários casos, abrangeu exclusões étnicas e religiosas.
      De resto, fico tocado com a honestidade de quem está há uns três dias no meu blog apenas trollando, sem dizer nada sobre o tema central das postagens.

      Excluir
  15. Você é um revolucionário pós-modernista-marxista-pcdobista-chegavarista-cubista-fidelista-vitimista-cotista-utopista? Seu blog está com poucas acessos? Gostaria de tornar-se a nova estrela do blogosfera? Seus problemas acabaram! Siga o nosso célebre programa de apenas 2 passos e sua vida mudará completamente! Lembrando, são 2 simples passos (até o camarada mais excluído socialmente pela burguesia sufocante que domina a mídia e emburrece a população irá satisfazer os requisitos):

    1. Seja um brasileiro atual e, portanto, esquerdista (ainda que inconscientemente)
    2. Fale contra a pessoa de Olavão de Carvalho e, se possível, contra as Olavetes; aquelas idólatras ficam doidas de brabas!
    3. ...opa, não há um terceiro passo.

    Agora é só desfrutar de seus momentos de fama.

    obs: Salientando que nosso programa não é perpétuo. O método funciona apenas uma vez e com duração relativamente relativa - porque tudo é relativo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Além de fã de Olavo, o cidadão é viúva do Casseta e Planeta. Em todo caso, sugestões relativamente bem educadas sempre são levadas em consideração!

      Excluir
  16. Engraçado eu ver tudo isso, tenho um amigo q estuda na UFF, é negro, é africano, e é natural de São Tomé e Príncipe. A historia que ele me contou esta mais parecida com o que eu vi no vídeo do Olavo de Carvalho do que com o que eu li nesse blog.
    Por conta disso pra mim faz mais sentido acreditar no que um africano me contou do que acreditar no que um blogueiro escreveu.
    Afinal de contas que idoneidade intelectual pode ter um blogueiro que baseia as suas postagens apenas em desmerecer o trabalho de um filosofo mundialmente reconhecido?
    Na minha humilde opinião, isso não passa de dor de cotovelo.

    ResponderExcluir
  17. Só li a conclusão, mas deixa eu advinhar, pró-cota?

    ResponderExcluir
  18. Já ouviu a resposta dele? Acho que você tem alguns livros pra ler, meu caro.

    http://www.blogtalkradio.com/olavo/2012/07/25/true-outspeak

    ResponderExcluir
  19. Só para constar, O Olavo de Carvalho respondeu ao Sr. Moreira no True Outspeak de ontem, 25/07/2012 e expôs os livros estrangeiros que efetivamente falam do tema. Foi para não deixar dúvidas. É evidente que as democracias ocidentais permitem olhar para a questão da escravidão de forma tal que até as esdrúxulas reparações sociais (nas falas de alguns apologistas seriam como uma espécie de vingança tardia contra a escravidão) resultaram de debate público onde abordagens superficiais permitiram ao lobby governamental impor diferenciações atuais de tratamento de acordo com o critério específico da cor da pele. Se nos EUA o critério incide sobre uma sociedade razoavelmente heterogênea, no Brasil a projeção de tais políticas sobre uma sociedade homogeneamente mestiça apenas se sustentam no oportunismo elitista de certos grupos regionais de poder.
    Nos países em que as instituições seculares da democracia não se formaram, como é o caso dos países denunciados pelo Olavo, não há nem culturalmente (vide a orientação que o Corão ainda tem na vida pública local) nem politicamente um arremedo sequer de discussão pública externalizada quanto aos erros históricos cometidos, erros difíceis de dimensionar tendo em vista a falta de documentos fartos dada a antiguidade dos eventos.
    O que sabemos é que até recentemente em tais países vigorou OFICIALMENTE a prática da escravidão. Cabe saber pq para a Esquerda ela é mais grave no caso dos negros, uma vez que a figura do escravo, independentemente de sua procedência, é de combate digno de ser travado pela Civilização em qualquer circunstância. Será que os negros sentem mais a dor da escravidão que os outros?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Toda esta retórica resume-se ao seguinte: muçulmanos foram, são e serão atrasados, não podem jamais ser sujeitos do ideal iluminista ocidental, e portanto devem ser "administrados" por via de incursões militares constantes e déspotas amigos. Que esse discursinho seja enunciado quando a "Primavera Árabe" se encontra ainda em pleno curso dá conta do seu caráter anti-histórico.

      Sem mais_ Carlos

      Excluir
  20. O debate trazido pelo avançar das ideias liberais - de que os homens são iguais - sustentou a abolição da escravatura em diversos países (do OCIDENTE) à medida que uma classe mais influente desses indivíduos ascendia socialmente. Em contrapartida, nas sociedades mencionadas pelo Olavo, o engessamento das castas sociais basicamente fez tudo permanecer como sempre, de modo que nem as invasões mongóis resolveram o problema (pelo contrário, só o pioraram) e nem as transições internas de poder.
    A casta de escravos se torna influente no Egito em alguns momentos, mas sempre de modo a atribuir a outros o peso da escravidão quando ela ainda fosse conveniente.
    De todo modo, a História do Mundo até muito recentemente é a história de inúmeras escravidões. Os judeus foram perseguidos durante toda sua história até a metade do Séc. XX...
    Assim, o recurso utilizado pelo Olavo ao falar da ampla escravidão no mundo não-ocidental (na China ela pode ter acometido muito mais pessoas que no Ocidente) e mais especificamente islâmico, está sendo colocado em jogo os falsos pretextos cotistas camuflados sob a batela da igualdade... uma igualdade impossível de ser fomentada, especialmente na adoção de alguns privilégios de impacto econômico bastante relativo (caso das cotas nas universidades), sempre uma válvula de escape à luta pelo desenvolvimento.

    Nota-se nas acusações de etnocentrismo e ignorância quanto ao sofrimento da população negra no Brasil pelo Sr. Moreira generalizações grosseiras das falas do Olavo - a dizer mais especificamente: chavões e panfletos - que provam a intenção de reforçar a velha dicotomia negros x brancos que é tão vigorosamente explorada por essa nova esquerda que já não faz questão de usar a dialética, mas se apegar a causas cada vez mais reducionistas e divisoras da coesão social. Se em outros tempos diziam: "operários de todo o mundo, uni-vos", agora fazem questão de opor supremacia negra à supremacia branca, no que apenas intensifica as relações de ódio crescente entre grupos representativos específicos.

    O grande público brasileiro alheio a essas disputas políticas subsidiadas por (falsos) acadêmicos ainda é aquele que se integra nas esquinas do dia-a-dia e constrói o cotidiano, compartilha música, emprego, como pode-se ver nos canteiros de obras, nas fabriquetas e setores que empregam 80% da mão de obra. Mas o ambiente dessa gente ainda está confinado aos escritórios da Av. Paulista, no que termina por ser novamente generalização submarxista grosseira da economia.

    Nenhum dos fragmentos descontextualizados expostos no artigo debate o cerne da questão apontada pelo Olavo. Eles apenas relacionam centelhas do movimento escravista na História sem, evidentemente, reforçar qualquer preferência por negros, amarelos ou brancos. Enfim, a super-humanidade dos negros não se comprova mais uma vez. Eles são tão humanos quanto brancos e amarelos - até mesmo sob a condição de escravos.

    ResponderExcluir
  21. Ao anônimo de 13:56

    Tudo estará perdido quando a avaliação sobre o que é ou não fidedigno couber a alguém que nem sabe escrever MUÇULMANO.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa saída... agora responde a sério, por favor.

      Excluir
    2. Para que eu responda a sério é preciso que ele diga antes o que é fidedigno e no quê a minha postagem não é.

      Excluir
    3. Primeiro você disse que a avaliação do que é ou não fidedigno não cabe a ele, e agora diz que não responde adequadamente porque primeiro é preciso que ele diga o que é fidedigno?

      Gustavo, não precisa ser honesto, mas ao menos seja coerente na sua desonestidade.

      Excluir
    4. Tenho uma ideia melhor: diga o que para você é fidedigno. Até agora, da sua parte só vi joguinhos de palavras e pentelhações (não há termo mais preciso). Tem alguma coisa a dizer sobre o verdadeiro foco da discussão?

      Excluir
  22. Ao Josué

    Lendo melhor, poderá notar que a minha crítica se dirigiu a um único vídeo do Olavo. Onde insinuei que toda a produção dele deve ser jogada fora?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ao dizer "como de hábito" no trecho abaixo:

      "O "decano" do site Mídia sem Máscara, como de hábito, constrói em seis minutos uma tosca mistura de acusações estapafúrdias, generalizações grosseiras, distorções factuais e impropérios."

      Excluir
    2. ????
      Esqueceu o que ia dizer? É o que dá se meter em certas situações só para mostrar dedicação ao chefe!

      Excluir
  23. Ao Bom

    !!!!! Antes de Olavo, a expressão "desonestidade intelectual" nunca tinha sido empregada? Não foi minha intenção plagiar! Essa foi ... boa!

    ResponderExcluir
  24. Ao Olavo

    Folgo em descobrir que dependo de vulgarizações comunistas, quando apresentei trechos do ex-salazarista José Hermano Saraiva e de Manolo Florentino, o historiador mais assumidamente direitista do Brasil.

    ResponderExcluir
  25. Ah, agora entendi: o Olavo viu Perry Anderson no topo da lista!

    ResponderExcluir
  26. Ao Rabecca

    Você parece ter feito uma grande confusão ao expor a "minha incoerência", pois no primeiro trecho que recuperou faz-se alusão aos muçulmanos em situação de domínio, na Península Ibérica; na segunda, ao contrário, eles surgem como escravos dos venezianos.
    Perdoe-me a obviedade, mas devo ainda acrescentar que não havia, na Idade Média ou na Idade Moderna, uma identidade negra ou uma ideologia da negritude que justificasse o discurso contemporâneo absurdo de que "o negro vendia seus próprios irmãos", tão recorrente no conservadorismo de botequim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se não consegues ver a própria incoerência, só me entristeço! Alias, minha noiva é filha de uma família de caboverdeano, e o pai nasceu em São Tomé e Príncipe, não acredite somente em uma vertente teórica, e busque ver o mundo com os próprios olhos. Quando passei a viajar pelo mundo minha mente se abriu de tal maneira, eu era o que se pode dizer esquerda. Hoje, não tenho partido nenhum, além do que tiro por experiência

      Excluir
    2. Continua se reportando a casos individuais de "satisfação", quando também podemos opor a eles milhares de exemplos em contrário. Experiência por experiência, tenho filhos com duas mulheres negras e estou procurando pela democracia racial brasileira até hoje.

      Excluir
  27. Ao Verdades Bíblicas

    Tem ideia do lixo mental que se deposita nos comentários de um blog? Francamente...

    ResponderExcluir
  28. Ao anônimo de 17:17

    Em nenhum momento eu neguei ou minimizei a importância da escravidão e do tráfico praticados por muçulmanos. Poderia, eventualmente, ter postado as tabelas do livro de Lovejoy sobre o comércio de escravos no Índico, no Saara e no mar Vermelho. O único problema é que o foco do artigo foi a fala do Olavo, nas as maravilhas ou as malvadezas do Islã.

    ResponderExcluir
  29. Ao Pancho

    Querer fazer Sociologia, História, Antropologia ou Ciência Política em cima de um exemplo individual é o fim da picada. Pesquise, se tiver paciência, sobre como foram tratados no Rio de Janeiro os refugiados congoleses e angolanos que chegaram durante a gestão de César Maia na prefeitura.

    ResponderExcluir
  30. À Luciana

    Adivinhou bem. Só falta agora aprender a escrever adivinhar!

    ResponderExcluir
  31. Ao anônimo de 14:17

    Gostaria que explicasse como posso esconder debaixo do tapete a questão da escravidão existente no continente africano e ao mesmo tempo apresentar como referência um livro intitulado "A escravidão na África". De resto, ao invés de repetir slogans narlochianos do tipo "Zumbi tinha escravos", leia alguns especialistas no tema para atestar o quanto Palmares era nocivo ao escravismo colonial.

    ResponderExcluir
  32. Ao Augusto Ariente

    Tendo em pauta um comentário tão longo, serei sucinto nas minhas objeções:

    1)Reduzir as identidades étnicas a uma questão de "cor da pele" é um equívoco de causar arrepios a todos os antropólogos do planeta.

    2)Não afirmo que as reparações e medidas de ação afirmativa devem ser instituídas como indenização aos descendentes de escravos, e sim que, em determinados contextos, elas podem reduzir as desigualdades atuais, que em boa parte são efetivamente desdobramentos da formação social escravista.

    3)Não concordo com a tese da "indignação seletiva" da esquerda, pois nunca encontrei uma absolvição retórica dos senhores de escravos da Mauritânia, da Arábia Saudita, ou mesmo do reino do Benin. Por outro lado, às vezes quase me espanto quando vejo os parlamentares de direita se desdobrando para que os fazendeiros que utilizam trabalho escravo, no Brasil de hoje, não sejam tratados como criminosos.

    4)Cada caso merece ser analisado à parte, mas você superestima a mobilidade social no Ocidente. Para ficar em um exemplo só, a Inglaterra do século XIX, sob o voto censitário, mesmo depois das reformas de 1832 e 1867, que ampliaram o eleitorado reduzindo as exigências econômicas, tinha no máximo 8% da população entre os eleitores qualificados. Por outro lado, parece acreditar no caráter estático das sociedades não-ocidentais, o que também não se sustenta.

    5)Eu não definiria cotas, se instituídas com critério em benefício de quem realmente sofre desvantagens econômicas ou logísticas, como privilégio. Antes seriam uma tentativa, cujo sucesso evidentemente vai variar, de estabelecer a meritocracia.

    6)Também não proclamo a existência de uma dicotomia negros x brancos, e sim que há uma hierarquia étnica bastante perceptível, que prejudica em graus variados todos os que não são vistos como brancos. Isto não significa dizer que o racismo se distribui uniformemente pela sociedade, e muito menos que todos os brancos são racistas ou inimigos dos negros.

    7)Não produzi vulgarizações da fala de Olavo. Transcrevi exatamente o que ele disse no vídeo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 5) Meritocracia só faz sentido dentro da lógica da produção (nem digo de mercado capitalista, mas de qualquer mercado. Estudos simples de economia apontam todos nessa direção, até mesmo os de autores marxistas).

      6) Em estudos recentes (vide pesquisa da revista Valor Econômico) constatou-se que os brancos nordestinos sofrem até maior preconceito que os negros em relação a oportunidades de trabalho. A percepção sua, se inexiste, é porquê não tem consciência de que, sustentando cotas, sustenta-se sim a divisão grosseira de opressores x oprimidos uma vez que da atual sociedade são raros os beneficiários dos crimes de outras sociedades (Brasil Imperial). Aberração fazer pessoas inocentes pagarem pelos erros de antepassados pelo fato de serem claras ou não.

      7) O Olavo já respondeu esse ponto.

      PS: um adendo quanto a esquerda. Sua interpretação do que é direita no Brasil se generaliza a aristocracia e UDR - chavões esquerdistas já bastante conhecidos. Não prefere, evidentemente, falar na direita de Hobbes a Von Mises ou Murray Rothbard. Hoje, vejam só, quem se desdobra para defender terroristas de esquerda, depois de Mitterrand, é Lula, é Dilma. Interpretação de política radicalmente fora do presente.

      Enfim, para quem falava em imposturas de Olavo de Carvalho, seu discurso parece bem relativista e passível de ser considerado tese e não mais obviedade.

      Excluir
    2. Ao Augusto:

      .Não é materialmente impossível dar condições semelhantes de escolarização, habitação, segurança e atendimento médico ao conjunto da população. Nesta hipótese, todos poderiam concorrer a empregos e vagas universitárias de maneira muito menos injusta. Foi esta a meritocracia (que obviamente não seria absoluta) a que me referi.
      .Não é o caso de explicar aqui a minha posição sobre cotas. Já desenvolvi o tema em outros tópicos, que você poderia ler antes de criticar o que eu não disse.
      .Reduzir o conceito de cotas à ideia de "vagas para negros" também é algo simplório.
      .Recusando sua premissa sobre o meu conceito de direita (observe um pouco mais e verá que muitas vezes me refiro a tipos de classe média), penso ainda que é temerário julgar como figuras mais representativas da direita os intelectuais dos institutos liberais. Sem ter um censo na mão, eu apostaria que eles são muito menos, e pesam socialmente menos ainda, do que os grileiros que não tiram as armas da cintura.

      Excluir
    3. Observo que em um de seus escritos - tão salientemente sedentos em reduzir pensamento liberal e conservador a práticas unilaterais de agentes não inspirados em tais ideologias (um escravizador qualquer encrustado no sertão cearense na colonização portuguesa ou na Assíria, por ex.), pelo seu exposto, qualquer indivíduo que não seja socialista e cometa crimes é logo um capitalista liberal ou conservador, mas não um agente sem qualquer rigor ideológico com tais escolas de pensamento) - há o esboço da "dívida histórica para com os negros". Se preciso, linco aqui a parte em que você diz isso, apesar de desdizer nessa resposta. Oras, podemos colocar como alvo das políticas afirmativas os judeus, os chineses, os nordestinos...
      A questão é bem simples: a pensar pela lógica da produção - a que coloca o pão na mesa - se a ideia é não integrar produtivamente (apenas cuidar de repasses sem contraposição econômica imediata (traduzindo a um "historiador": aquilo que não desvirtualiza a economia criando exato correspondente entre produto gerado e trabalho realizado), de absolutamente nada adianta criar categorias sociais quaisquer para repassar riqueza de algum modo. Ademais, é absolutamente impossível auferir quem é beneficiário e quem não é justo beneficiário quando ex-escravos deram origem a mestiços que deram origem - a brancos...
      Não, não Doutor... políticas afirmativas são apenas ineficazes do ponto de vista econômico (tenho aqui alguns trabalhos apontando nessa direção de bons economistas (e aí, Walter Williams, um economista negro americano surge com destaque) e pretendo usar eles numa fala posterior), mas o problema especial é dar a falsa esperança a toda aquela gente - de que há em curso uma dívida histórica sendo quitada, cujos credores são filhos de outros trabalhadores e os próprios trabalhadores.
      Isso, creio, nem Marx explica. Os primeiros comunistas eram radicalmente contra tais procedimentos.
      Portanto, não se trata de desmistificar o critério de aplicação das cotas, mas das próprias cotas enquanto medidas ineficazes de promover integração e desenvolvimento.
      Não é em livros sobre o tráfico no Brasil Imperial, infelizmente, que também se encontra esse tipo de discussão.

      Infelizmente os primeiros 4 itens foram corrompidos por problemas na página.

      De todo modo, o que se coloca aqui mais uma vez é: 1 - políticas afirmativas não melhoram o desenvolvimento socieconomico, além de serem aleatórias sob qualquer critério advogado (quem é que recebe e quem é que paga a conta dos gastos não alocados em programas, de fato, necessários ao desempenho dos serviços essenciais à Sociedade); 2 - A figura do grileiro não representa um liberal (não me consta desde Hobbes a criação desta personagem como proposta, mas apenas como circunstância lacunar do desenvolvimento capitalista a ser sanada (diferentemente dos comunistas - que têm certeza de qual será o Fim da História)) mas a figura do GULAG consta como proposta dos gênios fantásticos e maravilhosos da Esquerda Mundial.

      Excluir
    4. PS: com Esquerda Mundial, leia-se: URSS e projetos expansionistas. No caso do Gulag, ele não apenas é um desdobramento óbvio da aplicação do socialismo (uma vez que, promovendo o definhamento das condições de produção e, logo, socioeconômicas, criará resistências (como sempre os "holodomores"), além, é claro, da tentativa de impor o "Novo Homem" a todo custo à nova sociedade em fabricação) sempre repreendidas por mais e mais violência, num ciclo vicioso de matanças como as cirúrgicas realizadas em tais países - razões pelas mortes de quase 100 milhões de pessoas.
      Seja sincero consigo mesmo: alguém vai acreditar uma segunda vez nessa maldição em sã consciência?

      Excluir
    5. Mostre onde apontei liberalismo na antiga Mesopotâmia e serei obrigado a fechar o blog. Humor é bom, mas tudo tem a sua hora.
      Mas voltemos ao centro de uma questão que talvez nem devesse discutir neste tópico: o fato de eu apontar a obviedade de que os negros foram prejudicados em inúmeros processos ao longo da História do Brasil não me leva a pensar em ação afirmativa enquanto mera indenização. O problema não é saber quem descende em maior proporção dos escravos, mas sim quem arca com os ônus dos estigmas raciais hoje. Caindo no exemplo individual: eu poderia sacar dos álbuns de família uma multidão de antecedentes negros e mestiços,mas fui socializado como branco e nunca sofri preconceito racial diretamente, ainda que tenha muitas vezes testemunhado preconceito contra pessoas próximas. Como também não posso alegar pobreza, penso que cotas e medidas semelhantes não se aplicam a mim.
      Resumindo: não se trata de genética, ou de construir árvores genealógicas, mas sim de identidade, socialização, condições sócio-econômicas contemporâneas.

      Excluir
    6. Quando me manifesto a favor da ação afirmativa, não quero dizer que ela é o remédio para todos os problemas sociais. Sendo objetivo: são políticas que têm o mérito de incluir no mercado de trabalho e/ou nas universidades alguns milhares de pessoas esforçadas vindas de setores desfavorecidos, que pelas condições sócio-econômicas competem em desvantagem. Não tenho a ilusão de que cotas salvarão da miséria quem vive debaixo das marquises. Elas são um paliativo que reduz um pouco as flagrantes injustiças da nossa sociedade.
      O lamentável no caso é você subordinar a busca por justiça ao crescimento do PIB. Há cento e trinta anos, talvez fizesse coro com os que combatiam a abolição porque ela levaria fazendeiros à falência.

      Excluir
    7. É evidente que não sugiro que os grileiros do Pará e de Mato Grosso sejam leitores de Von Mises e Tocqueville. Mas, quando bem sucedidos, ou seja, quando sobrevivem aos tiroteios e formam um bom patrimônio, eles se integram sem problemas ao sistema capitalista e à sociedade burguesa a seu redor. Na pior das hipóteses, quando muito xucros, pelo menos seus filhos se integram. Não entendo que malabarismo te levou a ver nos meus textos o par ordenado grilagem x doutrina liberal.

      Excluir
    8. Preciso com urgência saber qual dos teóricos do socialismo advogou a construção de campos de concentração. Nunca me esquecendo, é claro, que o ultracapitalista Império Britânico foi um de seus precursores.
      Registro também o simplismo de associar socialismo a "definhamento econômico", quando não faltam exemplos de sociedades predominantemente agrárias que se tornaram predominantemente industriais sob governos socialistas.

      Excluir
    9. Por fim, a própria persistência num eventual erro de números do Sr. Olavo (nem isso vc teve competência para fazer - dado que não debateu as obras citadas pelo Olavo, mas obras outras (preocupado com um "etnocentrismo" que viu naqueles trechos do TrueOutspeak) que não têm como objeto o processo milenar de escravidão nos territórios do Islã (o que demonstra desconhecer também o próprio Corão e sua condução nas leis e práticas tribais). Mas pelo multiculturalismo cego, podemos igualar a Constituição Liberal ao Corão, afinal, são legítimos códigos de seus povos (e eu que pensava que Marx dizia que o capitalismo era um estágio de evolução a uma sociedade mais nobre)...) já desvia grosseiramente o fato de que se ignora solenemente em nossa academia os crimes cometidos por outros povos (os portugueses adoram rir de nosso recalque colonialista, culpando-os por nosso atraso persistente) a, ficando aí a impressão de que os mais perversos reinos da Terra eram Inglaterra, Portugal, Espanha, entre outros ocidemntais. Nessa mesma toada, pessoas como vc dizem que os EUA é o pior império de todos os tempos. E daí por diante...
      Olavo pode ter cometido erros de precisão (que não vi serem provados aqui e só terei a certeza analisando as obras que ele diz terem sido usadas para tais conclusões) mas antes de mais nada ele rechaça essa tese vigarista de que o Ocidente é o grande corruptor do mundo via colonialismo, via globalização - implantando o cruel e nefasto capitalismo sobre toda a Terra. O Capitalismo é tão ruim, não é mesmo? Que saudades das disputas locais entre impérios, do Gengis Khan... O mais interessante é que os liberais admitem que o capitalismo tem lacunas a serem preenchidas e recusam panaceias que envolvem ação de um Estado Poderoso (tão poderoso a ponto de ser totalitário, pois é nisso que redunda a proposta de Marx e Engels). Liberais admitem que as crises são ainda incuráveis e dentro de suas possibilidades, o cooperativismo, o mutualismo econômico, programas de auxílio aluguel e de geração de frentes de trabalho são previstos como formas de integração econômica. O que recusam solenemente é esses rebocos toscos feitos sob a batuta de "justiça social" - quando vê-se muitas vezes serem meios baratos de garantir o poder às pequenas elites dos rincões de nosso atraso. E assim, entre bolsa BNDES e bolsa família, agradamos aos metacapitalistas (liberal é contra metacapitalistas embora o capitalismo ainda crie essa figura) e enganamos os pobres.
      Lula é nosso bom pastor, nada nos faltará!
      Que beleza!

      Excluir
    10. Nada é mais engraçado do que ver um panfleteiro verborrágico me apontar como populista e mesmo assim exigir que eu seja fiel a Marx e Engels.
      Os "números do Olavo" mostram a leviandade dele. Ninguém ignora, por exemplo, que as forças armadas americanas bombardearam civis vietnamistas. Mas se, digamos, eu escrevesse aqui que "os EUA mataram 10 milhões de vietnamitas", Augusto Ariente seria o primeiro a espernear contra a desonestidade.
      O multiculturalismo é oportuno e mais necessário do que nunca. Quem acredita na superioridade intrínseca da sua cultura, está propenso a aceitar que qualquer meio é válido para a expansão dela, inclusive o genocídio dos povos que se mostrarem totalmente refratários.

      Excluir
    11. Indagar qual imperialismo é o pior não é muito diferente de tentar hierarquizar os diferentes escravismos. Mas antes de dizer que a alternativa ao capitalismo é Gengis Khan, você deveria se lembrar de que há menos de cem anos, na Primeira Guerra Mundial, os impérios capitalistas se despedaçavam na luta por territórios, recursos, mercados. Só pela catástrofe militar o Portugal salazarista percebeu a necessidade de abandonar a África, tal como a França no Vietnã e na Argélia.
      Para finalizar: os liberais não só acreditam na inevitabilidade das crises periódicas, como também na inevitabilidade do desemprego. Os dirigentes capitalistas só se preocupam com a degradação da saúde, da educação, da habitação e do sistema de aposentadoria quando a sociedade explode. Entretanto, você é "livre" para continuar pregando que todos devem se conformar.

      Excluir
    12. "Indagar qual imperialismo é o pior não é muito diferente de tentar hierarquizar os diferentes escravismos" Neste exato momento chegamos a um paradoxo interessante: o sistema comunista de eliminação dos adversários da revolução (qualquer que seja o agente concentrador de mínimo poder - não precisa nem ser uma liderança regional, basta ser uma liderança comunitária) cujo caráter homicida é intrínseco (não existe socialismo sem matanças seletivas) agora é pior que a ação política de um império que seleciona como adversários aqueles regimes de resistência ao poder dos agentes globais (metacapitalistas), ou seja, a matança como método passa a ser igual à matança como falha diplomática e resultado de litígio.
      Recomendo leitura de Hannah Arendt quanto a essa falha grosseira. Aí verá a diferença entre um sistema totalitário e os outros. Pq será que há muito não vemos guerras entre os membros da OTAN (a II e I Guerra Mundiais foram motivadas exatamente por tecnocratas positivistas (nacionalistas) e (nacional)socialistas (II))?

      "Os dirigentes capitalistas só se preocupam com a degradação da saúde, da educação, da habitação e do sistema de aposentadoria quando a sociedade explode." Esta seria a definição apropriada de "tecnocratas" - aquela gente positivista (que influenciou consideravelmente Marx, Engels, Lenine e outros decanos aos quais você inconscientemente segue) que são incapazes de ver todas essas "unidades" integradas. Além disso, preocupar-se com os problemas conforme eles surgem é algo humano e não propriamente capitalista... Se não vê-se um problema, não há contra o quê buscar soluções... tsc

      "(...) todos devem se conformar". Meus comentários (até os não publicados) diziam exatamente o contrário. Os indivíduos capitalistas cujas práticas resultaram no progresso dos mesmos e, mais tarde, de uma coletividade maior, foram enumerados nas experiências que retratei anteriormente: programas de trabalho, cooperativas, auxílios com retorno em forma de mercadoria... Há formas possíveis de integração econômica. Algumas são de ação do Estado mas as mais eficientes são dos indivíduos organizados. Obviamente, é perigoso a um socialista que as pessoas se organizem para produzir ao invés de se organizarem para decapitar um empresário ou um representante da alta burguesia. Além do que, dessa forma, elas não imbuem de poder o Movimento Revolucionário, quer esteja ele contra os valores históricos que construíram uma sociedade (aqueles ocidentais que acusam de ser arrogantes...) quer esteja ele contra uma rápida tomada de poder à velha maneira. Mas, se existe uma coisa que é inversa à ideologia liberal, essa coisa é "conformismo"...

      "Quem acredita na superioridade intrínseca da sua cultura, está propenso a aceitar que qualquer meio é válido para a expansão dela, inclusive o genocídio dos povos que se mostrarem totalmente refratários" Quem sabe quais valores geraram as boas coisas do mundo presente sabe quais não podem se perder para exotismos novos e tentações controladoras (totalitárias) sob o rótulo de "progressismo". Qualquer tara na tentativa de centralizar poder resulta em expansionismo e eliminação posterior das diferenças. Isso não é retórica. É História. Se nos princípios por trás das mortes provocadas por odiosas ações de Estados Democráticos (como as dos EUA e aliados) podemos ver ao menos a perseguição aos "refratários" (embora chamar Saddam Hussein e Khadafi de refratários seria supervalorizar humanisticamente aqueles dirigentes) e os inocentes como vítimas dos efeitos colaterais das ações militares, podemos ver nas mortes provocadas pelos Totalitários (socialistas e nacional-socialistas) a matança com objetivo de controle social. Há uma diferença colossal entre mortos de guerra e mortos civis - para consolidar regimes... Ou Clinton é igual a Assad tsc tsc.
      Enfim, Hannah Arendt é uma boa pedida.

      Excluir
    13. Por etapas:
      Atribuir ao socialismo uma tara genocida é pura falácia. Que genocídios cometeram, para começar, Mitterrand e Allende? Caso rejeite os exemplos, dizendo que ambos foram gestores socialistas de economias capitalistas, podemos indagar: que extermínio houve na Iugoslávia de Tito, ou mesmo na Polônia do Pacto de Varsóvia?
      Não reconheço qualquer atenuante nos eventos que você classifica como "matanças decorrentes de litígio". Façamos um breve inventário, e veremos o quanto os ditos litígios são frequentes, e que em regra eles não constituem "cirurgias precisas" destinadas a remover governantes rebeldes, mas muitas vezes incluem massacres de populações civis inofensivas. Na escala micro, o que justificaria os bombardeios das favelas da cidade do Panamá durante a deposição de Noriega? Na escala macro, o que justificaria a destruição de toda a infra-estrutura do Iraque na Guerra do Golfo, quando a resistência do exército de Saddam era débil?

      Excluir
    14. A discussão se torna estéril quando o recurso às evasivas é constante. Atribuir a Primeira Guerra Mundial a "nacionalistas positivistas" é de um simplismo assustador. Ninguém se faz menos capitalista por preferir o nacionalismo exaltado ao cosmopolitismo burguês. Também não há como descartar os interesses empresariais envolvidos no conflito para considerar apenas o discurso dos fanáticos partidários das guerras de conquista. Da mesma forma, os tecnocratas de um governo liberal ou conservador são representantes da burguesia no poder. Isentar o capitalismo por suas falhas na condução da economia não tem sentido.
      Registro ainda a sua desatenção quando respondeu que "os homens só se preocupam com os problemas quando eles surgem" à minha fala de que "só se preocupam quando a sociedade explode". Caso não seja desatenção, restaria a hipótese de que só se deve olhar para as questões sociais na iminência do naufrágio.

      Excluir
    15. Os teóricos marxistas nunca foram contra a integração econômica. O que seria, por acaso, o COMECOM? Todavia, é óbvio que a esquerda sempre vai se opor às "integrações" que envolvem relações de dominação, jogos de gato e rato. Tratados de "livre comércio" em que algumas partes devem liberar tudo e outras somente o que desejarem são péssimas pedidas.
      Penso igualmente que o conceito de conformismo a que fiz referência continua de pé. É conformista, sem dúvida, quem reconhece que nasceu numa condição subalterna e defende o status quo na esperança de realizar alguma ascensão social.
      De resto, é questionável a sua constante referência às revoluções quando quase toda a esquerda adota, há muito, a via eleitoral. Onde eu, por exemplo, recomendo a compra de fuzis para matar reaças?

      Excluir
    16. Você praticamente confirma muito do que eu disse, ao dar a entender que "os valores que geraram as coisas boas do mundo inteiro" devem prevalecer de qualquer maneira. Para um maoísta, coisa boa é o comunismo agrário. Para um adepto do Dalai Lama, a teocracia feudal. Para a Irmandade Muçulmana, a sharia. Impor o capitalismo laissez-faire e a organização sócio-política ocidental a todos os povos da Terra não é menos tirânico do que adotar um programa nazista. Em primeiro lugar, é ilusório pensar que isto levaria os "convertidos" à prosperidade econômica dos países ocidentais mais ricos. Em segundo, tornam-se inevitáveis guerras civis que a OTAN decide em favor de seus aliados, sempre hipocritamente classificados como "defensores da liberdade".

      Excluir
  33. É como disse o Olavo, o cara quer discutir uma frase que o Olavo falou em um programa de rádio e ainda apanha, foi enterrado com uma lista bibliográfica que ele nem sonhava existir.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu não acreditaria tanto na leitura destes livros por Olavo. Veja na postagem de hoje os erros dele sobre as obras que citei.

      Excluir
  34. Ao Marcos Carvalho

    As cifras disponíveis sobre o tráfico deixam dúvidas sobre quem escravizou mais no total, muçulmanos ou europeus ocidentais. Não há dúvida, entretanto, que o volume do tráfico empreendido pelos europeus durante a Idade Moderna não teve paralelo com qualquer período desta atividade entre os escravizadores islâmicos. Reforço ainda outra vez que ao constatá-lo não descriminalizo a ação dos últimos.
    Repito também que não se trata de uns pagarem e outros receberem, de acordo com a "raça", e sim da necessidade de promover a igualdade de oportunidades econômicas, educacionais e habitacionais na sociedade contemporânea. É certo, porém, que o estudo necessário para implantar esta igualdade terá que partir da análise sobre como funcionaram os mecanismos de exclusão no passado recente ou remoto.
    Nunca vi qualquer negro brasileiro pregar a morte dos brancos. Caso possa me apontar, serei o primeiro a defender uma prisão imediata, se possível sem direito a fiança.

    ResponderExcluir
  35. Ao Paulo Guterres

    Penso que você se equivoca ao classificar o tema da escravidão fora das Américas como um tabu, quando qualquer criança de sexto ano estuda, ainda que superficialmente, a escravidão na Antiguidade, e percebe que egípcios, fenícios, assírios, persas e gregos tiveram escravos.
    Seu comentário é curto para que eu possa dizê-lo categoricamente, mas fica no ar uma possível naturalização das injustiças sociais, inclusive da escravidão, muito complicada para se defender em público.

    ResponderExcluir
  36. Ao Luís Fernando

    Desculpas aceitas: nenhuma versão é definitiva, ao menos em História. Em princípio, todas as obras se baseiam em "documentos históricos", a não ser nos casos de manuais muito generalizantes ou de charlatanismo puro. Também me desculpo, mas preciso informá-lo de que a conceituação da Idade Média enquanto Idade das Trevas é muito anterior às "últimas décadas".

    ResponderExcluir
  37. Peço desculpas por uma certa desorganização nas respostas. Não esperava tanto empenho de alguns na defesa de seu guru.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Gustavo: Exatamente por isso, eu lhe pediria novamente que fizesse um comentário detalhado do vídeo do Sr. C*** sobre o terremoto do Haiti, especialmente porque relembrar a Revolução Haitiana - começando por desmentir o absurdo de que Toussaint L'Ouverture "dedicou o Haiti ao Exu" - significaria botar abaixo o fixismo orientalista de "Negros atrasados escravistas vs. Brancos ocidentais iluministas e liberais" em que apoia-se grande parte do senso comum direitista do qual este sr. é um exemplo representativo. Para Hegel, a Revolução Haitiana era, junto com a Revolução Francesa, um momento maior do Espírito humano.

      Abs. Carlos

      Excluir
    2. Sugestão registrada. Não há como aturar estas visões demonizadoras de uma das revoluções mais brilhantes da História.

      Excluir
  38. Ficou claro que a "impostura" é sua. Os seus artifícios retóricos são evidentes (e pueris): tenta mostrar-se um grande sábio ao fazer confronto de um parágrafo falado do Olavo, com dados tirados de 7 livros. Agora o Olavo mostrou a bibliografia que embasa a sua afirmação, e você sai pela tangente dizendo "ah, a questão é indefinida"... Sinceramente, você quer falar em "desonestidade intelectual" depois de fazer uma dessas? Você foi exposto ao ridículo, meu caro. Se você não tivesse citado o Olavo em seu textinho, continuaria ele continuaria anônimo em mais um blog perdido pela internet, lido pelos amigos. Agora virou moda: quer atenção para o seu bloguinho abandonado? Cite o Olavo!

    Na sua idade, o Olavo já tinha alguns livros publicados e dava palestras e cursos de filosofia pelo Brasil inteiro. Que tal você construir uma obra que chegue a 1/4 do que ele produziu e depois, então, tenta aparecer?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como coloco no post de hoje, o fato de alguém falar informalmente num vídeo não elimina o compromisso com a precisão, ainda mais no caso de um ideólogo como Olavo. Acusar o uso de "artifícios retóricos" sem escrever uma frase sobre o tema da postagem, como você faz, é pior ainda. Bem se vê que nem leu, apenas quis mostrar serviço diante do grupo, quando sugere que subi no muro apenas por ter dito que a questão a respeito de quem escravizou mais é polêmica. Para não perder mais tempo com um mero baba-ovo, compare as falas de Olavo com o que realmente está nos livros que citei e veja quem cai no ridículo.

      Excluir
  39. A sua desinformaçao sobre o tema , deixou-me com vergonha alheia !!!Meu Deus, deu um tiro no próprio pé !!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Brinde-me com a sua sapiência mostrando pelo menos uma informação que não procede.

      Excluir
  40. Gustavo, por que você não usa o "Responder" quando responde aos comentários dos visitantes? Acredito que a disposição do diálogo ficaria melhor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Farei desta forma daqui para a frente. Só não estava esperando o "ataque múltiplo", que me levou a uma defesa meio bagunçada.

      Excluir
  41. Vai estudar seu moleque. Grande Profº. Olavo de Carvalho!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Folgo em ver a alta capacidade de argumentação dos discípulos do grande professor!

      Excluir
  42. Ninguem falou ainda sobre os milhares de escravos africanos levados para a India pelos mulçumanos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Os indianos que participavam do tráfico na África Oriental também eram muçulmanos. Não tivemos até aqui razão para tratar como se fosse uma situação à parte.

      Excluir
  43. Essa conversa sobre "escravidão islâmica, muçulmano" que Olavo vem sustentando e fazendo indicações de livros escritos por sionistas sobre o caso (que na minha opinião não passam de fraudes sem provas concretas!) só podia vir do sensacionalista, articulista maquiavélico e maçon Olavo de Carvalho. Pois bem, e quanto aos maiores detentores do Monopólio Escravista que o senhor Olavo não é homem (nem sequer) para mencionar??! ISSO AQUI ELE NÃO MOSTRA:

    http://web.archive.org/web/20081008001320/http://members.libreopinion.com/us/revision5/negros.htm

    http://web.archive.org/web/20081009173955/http://members.libreopinion.com/us/revision5/mescrav.htm

    Aporveitando o espaço, quero expor aqui alguns fatos com relação a uma palestra que ocorreu no Salão Nobre da OAB - SP há 06 de agosto de 2004:

    http://youtu.be/DNGkOCi9Zi8

    A qual teve como convidado de "honra" o expatriado Prof. Olavo de Carvalho. Bom, gostaria de trazer ao conhecimento de todos alguns fatos que não foram esclarecidos pelo Prof. Olavo que além de se fazer se de “neutro” diantes de pontos que ele próprio suscitou, não foi claro diante de certas questões durante a palestra. Olavo está desinformado (ou esta desinformando!)? Cheguei a essa conclusão a partir do momento em que passei a fazer minha própria investigação ao ponto de ser capaz de checar as informações que o Prof. Olavo vem passando e pude comprovar que elas não coincidem com a verdade.
    Ok, vamos começar pelo ponto em que o Prof. Olavo de Carvalho faz um sutil comentário a respeito da invasão do Iraque. Bem, se a invasão do Iraque se deu como resultado decorrente aos supostos “atentados” do dia 11 de Setembro de 2001 como poderia ela então ser uma “intervenção humanitária” como alega o Prof. Olavo?

    (Obs: peço que confiram esse material anexado abaixo na seqüência que se segue para que possam ter melhor entendimento da coisa toda!):

    http://youtu.be/FtXyjRpmQY0

    https://wikispooks.com/wiki/Document:Dimitri_Khalezov_Interview

    http://youtu.be/eAV_BUQoGBw

    http://youtu.be/tFHO5l0TFVo

    Antes da demolição das torres gêmeas, inúmeros avisos subliminares foram postados em filmes e desenhos animados para que no dia do sacrifício nenhum membro illuminati ou da comunidade sionista estivesse nos alvos:

    http://youtu.be/i0PMVlpxOus

    http://youtu.be/Dxn4Ob7kdrc

    http://youtu.be/F2_kCkkevbs

    ResponderExcluir
  44. Continuando...

    Em outro dado momento o Prof. Olavo disse: “circula muita bobagem contra a nova ordem mundial... como literaturas de teoria de conspiração”, “... a própria palavra de conspiração, a própria idéia de conspiração é de uma imbecilidade fantástica”, “ninguém faz uma conspiração para vencer depois de morto...”:

    “5. Desvie os adversários através de xingamentos e ridicularização. Isso também é conhecido como o estratagema do "ataque ao mensageiro", embora outros métodos qualifiquem como variantes dessa abordagem. Associe adversários com títulos impopulares, como "malucos", "de direita", "liberal", "esquerda", "terroristas", "teóricos da conspiração", "radicais", "milícias", "racistas", "religiosos fanáticos ", "drogados", "desviados sexuais", e assim por diante. Isso faz com que outros removam o seu apoio com medo de receber o mesmo rótulo, e assim você evita lidar com os problemas. (Esta tática foi muito utilizada quando Charlie Sheen veio a público questionando a versão oficial do 11 de setembro.)” - As Regras da Desinformação: Vinte e Cinco Maneiras de Suprimir a Verdade. Link: http://revelatti.blogspot.com/2011/05/as-regras-da-desinformacao-vinte-e.html

    Bem, se a Nova Ordem Mundial não fosse uma conspiração porque então existe uma rede de sociedades e organizações secretas de caráter ocultista que vem trabalhando incessante e incansavelmente pela concretização da mesma?

    “... em 11 de outubro de 1785, o Eleitor da Baviera ordenou uma invasão da casa do Sr. Zwack, principal assistente de Weishaupt. Pilharam muitos documentos que descreviam o plano dos Iluminados da Baviera, a “Nova Ordem Mundial” - (Novus Ordo Seclorum). O Eleitor da Baviera decidiu então publicar esses papéis com o nome de “Escritos originais da ordem e seita dos Iluminados”. Esses escritos foram, em seguida, divulgados tão largamente quanto possível para advertir os monarcas europeus. O título de professor foi retirado de Weishaupt, que desapareceu com o duque de Saxe-Gotha, outro membro dos Iluminados da Baviera. Como eles não se opuseram ao rumor que a ordem dos Iluminados estava aniquilada, isso permitia-lhes continuar trabalhando em segredo para ressurgir, mais tarde, com outro nome. No espaço de um ano, vimos aparecer publicamente a Deutsche Einheit (Unidade Alemã), que expandiu a propaganda dos Iluminados entre os círculos de leitores existentes. Foi aí que nasceu o grito de guerra: “Liberdade, igualdade, fraternidade”. Os monarcas europeus não estavam nada conscientes do perigo, o que teve como conseqüência o nascimento da Revolução Francesa e o aparecimento do regime do terror.”, pag. 25, cap. 7 – As Sociedades Secretas e Seu Poder no Século XX.

    Essas seitas misteriosas e influentes (ou, mais provavelmente, um único culto, com muitos ramos) têm persistido na busca da ruína de toda a humanidade, á pelo menos, duzentos anos e, provavelmente, muito, muito mais. Por que as pessoas dedicam suas vidas inteiras para uma meta que eles sabiam que não viveriam para ver? De fato, as pessoas mais abaixo na hierarquia eram pagos por seu trabalho (Como o Prof. Olavo!), mas e sobre aqueles que estão no topo? A única resposta é que, ao longo de toda esta organização tenha sido mal inspirada e controlada por um ser que odeia o homem e Deus, e que nunca morre, mas trabalha pacientemente durante séculos. Além dessas sociedades secretas existe uma trama ainda maior de organizações subalternas não secretas, de caráter filantrópico, humanitário, caritativo e social, criadas para dar enfoque beneficente ao movimento das quais eu não preciso nem dar exemplos. A Nova Ordem Mundial é uma COSNPIRAÇÃO GLOBAL REAL que está por trás dos eventos mais terríveis da história recente.

    ResponderExcluir
  45. Ao autor: agradeça ao professor Olavo por alguém ouvir falar de seus artigos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nem tanto, eu já vinha tendo uma "audiência" razoável.

      Excluir
  46. Continuando...

    Com relação às perguntas feitas ao Prof. Olavo, logo de início ele diz que as pessoas envolvidas nessa conspiração não estão agindo por interesses malignos. Bom, não sei aonde o Prof. Olavo quis chegar tentando neutralizar essa questão. Se a AIDS, a H1N1:

    http://youtu.be/ebcG_WcsezY

    , o Crack, a Redução Populacional (Genocídio), etc, etc, não são obras do interesses de individos malignos, então do que se trata afinal? Eles massacraram a humanidade esses anos todos e agora só porque sua Nova Ordem Mundial não esta dando frutos implora pelo perdão. Isto é no mínimo um absurdo da parte do Prof. Olavo dizer uma coisa dessas, sobretudo, usando descaradamente uma frase sarcástica de William Blake! Ele não estava proferindo numa palestra de leigos... Esse homem não é tolo de todo! Eu não descarto a hipótese dele ser algum tipo de neutralizador, desinformante (Expert) que trabalha para essa mesma Nova Ordem Mundial. Muitas fases dessa conspiração têm fracassado e vindo a tona, agora, eles estão tentando neutralizar as coisas de forma a tentar ganhar tempo e consentimento de perdão coletivo. É de extrema importância nos lembrar, que não podemos esquecer que estes senhores que se auto-intitulam “iluminados”, antes de serem uma horda de fracassados são todos "criminosos e assassinos". Parece que eles têm feito mal para o bem do mal, e que as extremidades (sua utopia imaginária humanitária) não justificam os meios (guerras, depressões, e atos de genocídio). Ao contrário dos meios é o fim...

    ResponderExcluir
  47. Só para concluir...

    Outro fato! O Prof. Olavo, um homem que outrora foi membro da esquerda liberal (como ele mesmo afirma em seus programas!) e passou para direita conservadora pode manter-se neutro com relação a sua posição partidária durante a palestra. Para muitos pode não fazer sentido algum, mas, para um iluminado que trilha o caminho/pilar do meio (Chamado pelos cabalistas de “inteligência mediadora”!) e que manipula e controla os outros dois pilares (Que são forças opostas: direita-esquerda, claro-escuro, etc... esse conhecimento se aplica a tudo! É o conhecimento do Bem e do Mal.) com maestria:

    “O primeiro segredo para dirigir os seres humanos e ser senhor da opinião pública é semear a discórdia, a dúvida e criar pontos de vista opostos, o tempo necessário para que os seres humanos, perdidos nessa confusão, não se entendam mais e se persuadam de que é preferível não ter opinião pessoal quando se tratar de assuntos de Estado. É preciso atiçar as paixões do povo e criar uma literatura insípida, obscena e repugnante. O dever da imprensa é de mostrar a incapacidade dos não-iluminados em todos os domínios da vida religiosa e governamental... Seremos para o público, o amigo de todos... Nós apoiaremos a todos, anarquistas, comunistas, fascistas... e particularmente os operários. Ganharemos sua confiança e eles se tornarão assim, para nós, um instrumento muito útil.” - OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO

    Pois é, essa é uma característica marcante e presente na personalidade do Prof. Olavo! Ele tenta de todas as maneiras possíveis, incitar insidiosamente os conservadores de direita contra os de esquerda. Inclusive, evocando movimentos de natureza ofensiva...

    ResponderExcluir
  48. meu filho , ouça as palavras do olavo( talvez o homem mais erudito do brasil dos ultimos 100 anos) , estude um pouco sua obra e suas , procure a s fontes e terá um grande incremento no seu intelecto e até no espirito -mesmo vocÊ sendo ateu - .CAda vez que busco informaçoes sore a vida dele ,mais me impressiono .Por favor ,admirar o olavo é admirar o homem com mais conhecimento nas areas humanas ( politica,historia,religiões,psicologia etc...) .Te aconselho a numca mais dirigir a palavra ao olavo ,á não ser uma hipotetica desculpa pela ignorancia que estamos todos afundados permanentemente.

    talvez seja bom que você busque outras frases do olavo ,ditas no programa de radio dele, sobre outros assuntos humanos ,para tentar refutar .Pois assim você receberá fontes de autores -de muita credibilidade- não só em portugues,frances e ingles , mais poderá vir em italiano , espanhol ,grego ,alemão, latim e grego antigo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu amigo, é bom que você se destaque em algum serviço manual. Como pregador, deixa muito a desejar: antes de trazer gente para a seita, afasta.

      Excluir
  49. Por absoluta falta de tempo (e cansaço) não me submeterei mais a sabatinas neste tópico, a não ser no que diz respeito ao tema central, escravidão e tráfico. Agradeço pela compreensão.

    ResponderExcluir
  50. Olavo de Carvalho tem essa mania de defender suas posições citando ou mostrando um monte de autores e livros desconhecidos. Ele fez o mesmo para defender a legitimidade da tal "Psicologia Cristã", relacionou uma infinidade de autores e citações do Google, tentando dar credibilidade às suas crenças.

    http://migre.me/a5C6T

    ResponderExcluir
  51. O "professor" nunca ouviu falar do livro Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast, and Italy, 1500-1800 escrito por Robert Davis, que infelizmente não chegou no Brasil, temos uma precária tradição na história, enquanto em inglês existem milhares de livros com diversos pontos sobre o mesmo tema, aqui só se coloca o que a esquerda deseja.

    Os europeus vitimas dos piratas da barbaria aonde eram obrigados a trabalhar duro e as mulheres iam para haréns. O tráfico de escravos e a pirataria islâmica que havia sofrido revéns com uma guerra contra os Estados Unidos no inicio do século XIX cessou de vez com a ocupação francesa.

    o curioso que mais de 1 milhão de europeus foram escravizados pelos muçulmanos e executavam trabalho duro.

    ResponderExcluir
  52. O mais engraçado é que você determina o que eu ignoro sem ter lido o que postei. No Tréplicas III citei explicitamente os piratas mouros. Mas continuo a dizer: a escravidão entre europeus e islamitas foi uma via de mão dupla. Qual é a origem da expressão "trabalhar como um mouro"? O Seu Nacib da Gabriela?

    ResponderExcluir
  53. artigo mal escrito e mal fundamentado, mas, tá valendo pela liberdade de expressar suas ideias e posição contrária.

    ResponderExcluir
  54. Estamos esperando você ler aqueles livros que o olavo citou e fazer sua contra-argumentação.

    ResponderExcluir
  55. Qual o motivo do Olavo de Carvalho atacar o Islã com tanta virulência? Afinal ele pertenceu a uma ordem sufi e deu cursos sobre astrologia islâmica. Eu gostaria de entender isso. Sobre a questão da escravidão: discutir quem escravizou mais só revela que os dois lados são igualmente racistas; não interessa quem escravizou mais ou menos o que interessa é não permitir que isso ocorra nos dias de hoje, por um fim ao trabalho escravo que ocorre em várias fazendas por esse Brasil.

    ResponderExcluir
  56. Quem é atingido pelo racismo brasileiro tem dificuldade de entender que essa forma de exclusão social é operada por intermédio das Instituições Públicas que praticam o "racismo institucional". Agora que já se consegue "desentocar o racismo brasileiro" negros e mestiços é que transformados em racistas? Isto é inversão de perspectiva para deixar negros e mestiços na defensiva. Afinal "quem se preocupa em defender não aprende atacar"...

    ResponderExcluir
  57. Depois que eu vi olavo de carvalho dizer que o universo gira em torno da terra eu resolvi não mais levar esse cara a sério.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. cara, ainda bem. esse cara se posa de intelectual e é por trás de toda sua "pompa" e circunstância é uma pessoa que defende de uma maneira um pouco diferente, as velhas idéias reacionárias mais retrógadas. imagina, o cara chama Obama de Comunista, Ron Paul de agente da KGB- o ; e essa teoria de que o Foro de São Paulo vai dominar o mundo? pelo amor de Deus, é uma tosqueira inimaginável. ao invés de pensar que o PT é mais um partido vendido e corrupto, ele fala que o PT quer dominar o BRasil e impor uma ditadura; e fora que ele acha que consegue refutar einsten , Bohr e o raio que o parta em um videozionho capenga. o que me preocupa são as pessoas que levam ele a serio, como se fosse um grande intelectual. o que ele não é .

      Excluir
  58. Desonestidade intelectual ... de tudo que tenho lido desse senhor, esta é, sem dúvida alguma sua principal marca. Recordei- me ainda hoje sobre o premio Tiradentes hahah que recebeu por "refutar" a teoria da relatividade (vejam a que ponto chegou esse cidadão). Assisti copiosamente aquela porcaria ... O megalomaníaco não apresentou contra argumentação científica alguma, nada !!! Só poderiam ter lhe oferecido o premio Tiradentes ... um marco na comunidade científica internacional hahaha - Olavo de Carvalho ... o pseudotudo.

    ResponderExcluir
  59. Olavo de Carvalho: um filósofo para racistas e idiotas http://bertonesousa.wordpress.com/2012/10/28/olavo-de-carvalho-um-filosofo-para-racistas-e-idiotas/

    ResponderExcluir
  60. "PEPSI usa Celulas de Fetos Abortados como Adoçante" Olavo de Carvalho

    ResponderExcluir
  61. Quanta paciência Gustavo Moreira!

    Eu nunca aguentaria escutar e RESPONDER tanta merda de uma vez só!

    ResponderExcluir
  62. Bem que o Olavo fala que a burrice é uma força física - uma muro de concreto - intransponível.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nisto ele acerta, quando vejo um anônimo "comentar" uma discussão ocorrida há um ano e meio através da cópia de uma frase feita.

      Excluir
  63. Rapaz !, fiquei cansado de ver os "reaças olavetes" gastando sua rancorosa munição e apelando para tanta falácia e "intimidação" rasteira ou ao estilo "espantalho"... .

    Agora com relação ao artigo, achei legal a intenção de contrapor o Carvalho, bem como, a trabalheira para embasar o texto com referências (coisa que os reaças não fazem, ou quando o fazem, citam apenas nomes de autores em geral obscuros, de preferência estrangeiros sem tradução para o português, não porque tenham lido de fato, mas apenas para dizer que tem "fontes de nível" e desestimular os opositores quem tiverem a curiosidade de tentar checar...), porém tenho algumas observações:

    1- O termo "negro" é mais apropriado para as populações da diáspora africana (passou a ser utilizado a partir do tráfico negreiro transatlântico, introduzido pelos espanhóis e aplicado a todos os escravizados, incluindo os indígenas americanos da época colonial), para se referir a cor geral da populações africanas, o termo correto é "preto" (podendo ser estendido aos diaspóricos com fenótipo não obviamente miscigenado).

    2- A ideia de "África negra" ou "Subsaariana" é apenas uma tentativa dos antigos autores eurocentristas de "justificar" ou acentuar uma suposta "inferioridade" cultural e histórica dos povos pretos principais objetos do tráfico transatlântico de escravizados e de sua descendência diaspórica, uma vez que seria muito difícil (impossível mesmo) fazer isso a partir de uma visão mais abrangente de África, já que as conhecidas e até avançadíssimas civilizações antigas do norte africano, desconstruiam por completo essa possibilidade do "africano geral inferior", ocorre que mesmo com tal estratagema precisavam contar com a ignorância geral das pessoas de que também o norte da África sempre contou com povos pretos e civilizações avançadas idem (vide por exemplo os Núbios ou Kushitas da região do atual Sudão que chegaram a ter dinastia de faraós no antigo Egito, em alguns mapas o Sudão, obviamente preto aparece fora da "África subsaariana" em outros dentro, lembrando que sudaneses foram uns dos povos escravizados e trazidos para o Brasil... ).

    3- Mesmo na África "arabeizada" a presença de pretos autócnes ou de populações escravizadas em outros pontos e para lá deslocada, sempre foi enorme e uma constante desde a antiguidade... , os bérberes por exemplo que faziam parte dos chamados "Mouros" que dominaram a península ibérica, apesar de hoje serem vistos como "árabes" ou islamizados, em verdade são povos de origem majoritariamente "preta" : http://civilizacoesafricanas.blogspot.com.br/2011/03/os-berberes-na-antiguidade-1-parte.html .

    4- Na tal "Africa subsaariana", também sempre houveram civilizações e reinos "avançados" vide a Etiópia e outros, boa visão disso se tem a partir do conhecimento sobre a "África medieval" , anterior ao tráfico negreiro transatlântico : http://civilizacoesafricanas.blogspot.com.br/2010/09/africa-medieval.html, o grande problema foi a forte e intencional prática eurocêntrica de "omitir" isso para fins de manter a supremacia européia e "justificar" a escravização e subalternização dos africanos e descendentes diaspóricos, a partir de uma falaciosa "falta de civilização e historicidade" .

    a ideia não é contar uma História em que africanos sempre foram vítimas dos europeus, e sem uma outra história que em nada dependa ou se relacione com a desses últimos, mas mostrar que apesar de todo os absurdos contido na colonização e diasporização africana e nos seus efeitos negativos para as populações afrodescendentes, existe também uma outra história em que como plenos humanos, também deram suas contribuições civilizatórias ao mundo (nem sempre como "mocinhos", e não apenas como vítimas).

    ResponderExcluir
  64. Foi só acessar essa página aos um cheiro de bosta saiu pelo celular, depois vi que um monte de olavetes nojentas ocupam o espaço de comentários, explicando o odor da mera mental omnipresence.

    ResponderExcluir