quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tidiene N'Diaye: um pouco sobre os argumentos de autoridade de Olavo de Carvalho

            A maioria dos leitores deve se recordar que no programa True Outspeak de 25 de julho Olavo de Carvalho me sugeriu a leitura de diversos livros, que supostamente me resgatariam de uma total ignorância a respeito do tráfico de escravos e da escravidão nos países muçulmanos.  Classificou então como "importantíssimo" o livro de Tidiene N'Diaye, Le génocide voilé.  Quase imediatamente, e por vários dias, uma verdadeira tropa de choque difundiu pela Internet a versão de que fui completamente desmoralizado pelo desconhecimento de uma bibliografia revolucionária (o uso do termo é inevitável) e definitiva.
           Não encontrei a obra em versão pdf, fato mais do que compreensível, nem tampouco artigos completos de N'Diaye.  Apenas algumas entrevistas e muitos anúncios com links diretos para a compra de livros do autor.  Consultei, numa página associada ao jornal conservador Le Figaro, notas biográficas de Tidiene N'Diaye, ali citado como "escritor e antropólogo franco-senegalês":

http://www.evene.fr/celebre/biographie/tidiane-n-diaye-16235.php

            Logo abaixo do título, notamos que sua formação acadêmica primordial se deu na área de Economia:

Economiste et cadre de l'Insee (Institut National de la Statistique et des Etudes Economiques) en Guadeloupe,Tidiane N'Diaye est également directeur de recherches à Sup de Co Caraïbes


            Não sou partidário da ideia de que só historiadores são capazes de redigir bons livros de História.  Pela experiência, entretanto, sou levado a crer que existem muito mais Buenos e Narlochs do que Sérgios Buarques e Albertos da Costa e Silva.  Atribuir a um economista pós-graduado em Antropologia autoridade suprema sobre um tema histórico constitui no mínimo uma temeridade.  Algo talvez como dizer que o jornalista Júlio César Chiavenato deu a última palavra sobre a Guerra do Paraguai.
         A busca por entrevistas de N'Diaye nos conduz, fatalmente, a sites em língua francesa cuja principal meta, ou pelo menos uma delas, é o combate ao Islamismo.  Um dos anúncios do livro Le génocide voilé, http://lecoran.over-blog.com/article-35645588.html, consta da página La vérité sur l'Islam, na qual há destaque para um link com depoimentos de ex-muçulmanos: http://ex-musulmans.over-blog.com/.  O pensamento de seus editores parece perfeitamente resumido no título deste artigo: http://isabelledescharbinieres.hautetfort.com/archive/2009/02/20/l-islam-une-heresie-blasphematoire.html.
        Uma resenha muito favorável de Le génocide voilé está no site franco-canadense Point de Bascule, http://pointdebasculecanada.ca/archives/453.html, que contém o sugestivo slogan La défense de nos libertés par l'education sur la menace de l'Islamisme.  Nos artigos relacionados à direita, vemos matérias contra o Hamas e a Irmandade Muçulmana: http://pointdebasculecanada.ca/articles/10002690-le-hamas-rend-obligatoire-le-paiement-de-la-zakat-durant-le-ramadan.htmlhttp://pointdebasculecanada.ca/actualites/10002696-les-fr%C3%A8res-musulmans-r%C3%A9affirment-leur-ambition-d%E2%80%99%C3%AAtre-ma%C3%AEtres-du-monde.html
        Vou ao site Lys d'or, onde temos uma entrevista de N'Diaye sobre o tráfico: http://lys-dor.com/2012/03/01/tidiane-ndiaye-le-genocide-des-esclaves-noirs-sous-le-regne-des-peuples-arabo-musulmans/.  Lá aprendo que a proposta da direção de combater todos os tipos de fascismo em prol da liberal democracia pode conviver, sem problemas, com a recomendação da página oficial da neofascista Marine Le Pen: http://www.marinelepen2012.fr/. Em outro anúncio vizinho, http://www.aschkel.info/article-la-confrerie-des-freres-musulmans-la-veritable-menace-document-exceptionnel-70051498.html, chegamos a um livro cujo título deixa óbvias as motivações do autor:



             Algum leitor poderia comentar, com acerto, que o fato de um autor ser apreciado por grupos de extrema direita e/ou islamófobos não invalida a priori suas pesquisas e conclusões.  Sei há muito dos riscos de avaliar o conjunto de uma obra por fragmentos dispersos, mas percebo rapidamente que N'Diaye defende pelo menos duas teses francamente sensacionalistas e insustentáveis.  
               Uma delas é a de que a fabricação em massa de eunucos fez com que a presença do negro se tornasse quase imperceptível na faixa que se estende do Marrocos ao Irã:   


En outre les esclaves noirs, une fois arrivés chez leurs maîtres arabes, subissaient une castration massive ce qui explique qu’il n’y ait pratiquement pas de population africaine noire au Maghreb, au Moyen-Orient, en Turquie et en Iran. Alors que la Traite Atlantique, pour une population amenée aux Amériques comparable, a abouti à ce qu’il y ait actuellement 70 millions de descendants d’esclaves africains noirs dans ces Amériques.

       
      Il est certain que le racisme, le mépris, les conditions inhumaines d’exploitation, l’infanticide et la pratique généralisée de la castration, sont les principaux facteurs ayant permis cette quasi-disparition. Et les rares survivants ayant assuré une descendance - essentiellement issus de concubines noires des harems et objets sexuels -, sont aujourd’hui discrètement marginalisés dans ces sociétés et nommés par des termes méprisants du genre : « abds » ou « zenjis » qui veulent dire esclaves.

         Ninguém negaria, mesmo com leituras muito superficiais sobre o mundo islâmico, a existência de milhares de eunucos na vigilância dos haréns e mesmo na administração pública.  Muito menos a natureza extremamente perversa deste tipo de mutilação.  Mas prestemos atenção a dois trechos de Costa e Silva:

Tanto o califa em Bagdá como um outro contemporâneo de Ibrahim II, Ahmed ibne Tulun, o wali ou governador do Egito, contavam [no século IX] com regimentos de infantaria compostos por escravos negros.  Eram tão numerosos esses soldados, que somavam, por ocasião da morte de Ahmed, 45 mil.  Muitos foram adquiridos na Núbia.  Mas talvez um grande número viesse do Sudão Central, passando pelos mercados de Zawila, no Fezzan.

(A manilha e o libambo.  Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002, p. 43)  

Por volta de 879, mudou a fortuna da guerra.  As tropas zanjes [negros da África Oriental], que, de início, somavam uns 50 mil homens, e deviam superar em número e entusiasmo as de seus adversários, foram obrigadas a passar à defensiva, quando se viram inferiorizadas em volume de soldados e em abundância e qualidade de armas.  Esconderam-se nos caniçais dos pântanos.  Recorreram às táticas de guerrilha.  Resistiram como puderam.  Mas foram perdendo, um após outro, os seus redutos.  Em 883, após um cerco de três anos, rendeu-se a capital rebelde, Mukhtara.  E a cabeça de Ali ibne Muhamed, espetada num pau, desfilou por Bagdá.

(A manilha e o libambo, p. 47)  

         Portanto, em um período no qual o tráfico estava longe do apogeu, divisões inteiras de negros, dezenas de milhares de homens, integravam exércitos regulares no Egito e no Iraque.  É necessária muita imaginação para crer que a doutrina militar do califado exigia que fossem castrados em massa.  A segunda passagem se refere aos agricultores da Baixa Mesopotâmia que se rebelaram contra a escravidão, também mobilizando homens armados na casa dos cinco dígitos.  Fere a lógica pensar que os proprietários da região tivessem os eunucos como os melhores lavradores possíveis.
         A leitura de Paul Lovejoy aponta igualmente para o caráter minoritário dos eunucos no conjunto da escravaria:

          Nos grandes estados islâmicos da bacia do Mediterrâneo, por exemplo, os cativos eram usados no governo e no serviço militar, ocupações que não existiam em sociedades sem estado.  Oficiais e soldados escravos muitas vezes mostravam-se muito leais por causa da dependência pessoal para com o seu senhor.  Os eunucos formavam uma categoria especial de escravos que não parece ter sido característica da maioria das sociedades não-muçulmanas baseadas no parentesco.

(A escravidão na África: uma história de suas transformações.  Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 49)

        Lemos igualmente em Paul Lovejoy que não apenas a alforria das escravas concubinas e de seus filhos era bastante comum nas sociedades islâmicas, como também a sua entrada, como pessoas livres, em famílias extensas:

           A visão islâmica das mulheres escravas também era diferente daquela baseada no parentesco.  A lei islâmica limitava o número de esposas a quatro, embora apenas as considerações materiais e os caprichos pessoais limitassem o número de concubinas.  Tanto em contextos islâmicos quanto em não-islâmicos, os homens podiam ter quantas mulheres pudessem sustentar, mas a determinação legal era diferente.  O costume islâmico, enfatizando uma linha mais clara entre escravos e livres, permitia a emancipação de concubinas que tivessem filhos de seu amo.  Legalmente elas se tornavam livres com a morte do seu senhor, mas não podiam ser vendidas uma vez que tivessem filhos.

(A escravidão na África, p. 49/50)    

          Casualmente, visualizei nos comentários de uma das páginas que recomendavam Le génocide voilé que a pesquisa genética contemporânea desmentia a tese de N'Diaye.  Levantei um destes trabalhos, concluído há poucos anos:



                      
          Os pesquisadores, logo a princípio, classificam as populações de etnia berbere do norte africano como intermediárias, sob o ponto de vista genético, entre os europeus e os povos subsaarianos, aproximando-se mais dos primeiros, com exceção do Alto Egito.

                                                                 
      
            A  quantificação dos haplogrupos estudados deixa evidente a importância das populações negras na formação do patrimônio genético dos berberes:        



         Além disto, a pesquisa também demonstrou que a população do Iêmen, no sul da península arábica, se aproxima geneticamente tanto do grupo formado por europeus, norte-africanos e habitantes do Oriente Médio quanto de outro, integrado por etíopes e egípcios do sul:


           Estou longe de negar a violência inerente a todos os processos de aculturação, mas o desaparecimento" dos negros no Oriente Médio e no norte da África se assemelha muito mais à perda de identidades étnicas via miscigenação, como ocorreu em escala menor com os descendentes de escravos em Portugal e na Argentina, do que ao extermínio físico. 

         N'Diaye também afirma que a escravização de negros africanos por muçulmanos em regra derivava de expedições bélicas ou de captura direta, verdadeiras caçadas humanas.  Sugere, com base nos testemunhos de exploradores do interior do continente, que para africano efetivamente escravizado quatro eram mortos na resistência direta ou na fuga:


Avant les terribles opérations de castration il y eut d'abord razzias et massacres. Par exemple, la seule guerre sainte menée par ce chef arabe soudanais, mystique, illuminé et qui se prenait pour un Mahdi (descendant du Prophète), tout le Soudan depuis l'océan jusqu'en Egypte englobant tous les plateaux de l'Afrique - du Nil jusqu'au Zambèze -, était livré aux chasses à l'homme et à la vente de captifs. Cet espace grand comme deux fois l'Europe, certains explorateurs évaluaient sa population au XIXe siècle, à environ cent millions d'âmes. Pour avoir une idée du mal, il faut savoir que ces mêmes observateurs, avaient constaté que pour chasser et enlever de force cinq cent mille individus, il fallait en faire périr près de deux millions d'autres (résistants ou fuyards). 
      
          
         Não faltam indicações, entretanto, no sentido de que o tráfico islâmico, tal qual a versão atlântica, tenha se estruturado majoritariamente sobre redes comerciais regulares estabelecidas na África.  Alberto da Costa e Silva nos fornece uma boa pista, ao se referir às cidades africanas da costa índica governadas por muçulmanos na época de Ibn Battuta:

As forças militares destas cidades-estado deviam ser pequenas.  Usavam, como armas, o arco e flecha, a lança e um escudo leve.  O bom entendimento, senão a aliança, com as tribos somalis ou bantas circunvizinhas devia ser a regra, pois só isto explica que as cidades, quando no continente, não tenham restos de muralhas nem de paliçadas.  O comércio, na verdade, interessava a todos, e eram os cafres que traziam do interior o ouro, o marfim e as peles, para levar de retorno os panos, o ferro, as contas e os cauris.  Também os escravos eram obtidos por troca.  Só os islenhos se atreviam, como em Quíloa, a, com maior ou menor frequência, acometer aldeias bantas, para cativar a sua gente ou arrebatar-lhes o marfim. 

(A enxada e a lança.  Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Edusp, 1992, p. 325)

           Da mesma forma, Paul Lovejoy demonstra que o fluxo de cativos da África Ocidental para o Saara era controlado pelos intermediários dos reinos do Songai e do Bornu.  É ilusório imaginar turcos, árabes e persas dizimando populações inteiras com sabres e cimitarras para levar os poucos sobreviventes, castrados, para o Oriente Médio:

No século XVI, as exportações de escravos de Songai e Bornu provavelmente atingiram o apogeu.  Songai tinha grandes quantidades de escravos à época em que o declínio das exportações em ouro provavelmente requeria um aumento das exportações de cativos para compensar a queda na receita.  Os príncipes de Songai acumulavam escravos em ataques ao sul.  Bornu se expandiu consideravelmente no século XVI e provavelmente aumentou a sua oferta de escravos para o mercado transaariano pela rota de Chade-Murzuk.  Os reis de Bornu continuavam uma tradição de oferta de escravos que tinha sido iniciada séculos atrás, quando Canem era o centro do Estado.  Essa era de exportação de escravos terminou por volta de 1600, depois de um surto final de atividade escravizadora que provavelmente não teve paralelos em tempos remotos.  A conquista marroquina do Songai em 1591 testemunhou um aumento temporário no volume de comércio, quando milhares de cativos foram aprisionados.  Enviados para o norte os prisioneiros dessa guerra, o comércio provavelmente tendeu a se estabilizar no antigo padrão secular de cerca de um milhar por ano em cada rota.

(A escravidão na África, p. 63)      

          Quanto à confiabilidade das cifras fornecidas pelos exploradores europeus, fiquemos com uma breve nota de Pap Ndiaye:

(...) tais práticas [o tráfico e a escravidão por iniciativas dos árabes] haviam servido de álibi aos desígnios imperialistas do século XIX: para justificar a conquista da África negra, Livingstone lançava o número de 21 milhões de escravos que teriam transitado por Zanzibar- "número extravagante", avaliou-se depois, e hoje reduzido a 4 milhões-, ao passo que se mantém o total de 13,2 milhões de escravos deportados além-Atlântico. 

(Sobre o tráfico e a escravidão.  In: O livro negro do colonialismo/org. Marc Ferro.  Rio de Janeiro: Ediouro, 2004, p. 119. 

           Sobram, portanto, razões para desconfiar do cheque em branco que Olavo de Carvalho passa a Tidiene N'Diaye.  Mais ainda, para que os "comentaristas" que vêm despejando impropérios e erros de ortografia neste blog desconfiem do cheque em branco que passam a Olavo em todos os ramos do conhecimento. 




      



  

19 comentários:

  1. Cheque em branco? Não é UM livro, mas "diversos livros", um confirmando o outro. E eles os cita exatamente para podermos lê-los e tirarmos nossas conclusões. Ele não quer papagueadores (assim como vc é da ideologia terceiro-mundista)!

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    1. Em princípio, você continua passando um cheque em branco. O que dizem os "diversos livros"? Leu, ou apenas se dá por satisfeito com a mera conclusão de um suposto sábio multidisciplinar?

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    2. Acabei de postar um comentário, parabéns pelo trabalho

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    3. Gustavo,

      Quem passa cheque em branco aqui é você que luta desesperadamente para manter incólumes todos os pressupostos da sua ideologia hegemônica.O seu ódio ao seu oponente tem pouco a ver com o assunto em questão. O que você não suporta é a existência de um grupo de pessoas contrárias ao seu pensamento e usou este assunto (sabe-se lá por qual motivo) para "enfrentar" o Olavo. Tentei acompanhar com um pouco de isenção, mas você parece ser um homem bastante intolerante.

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    4. Onde está o desespero? O que tenho feito é apresentar opiniões fundamentadas em numerosa bibliografia. De que ideologia hegemônica você fala? Vivo num mundo socialista ou comunista e não sei até hoje?
      O argumento da intolerância tampouco faz sentido. Preguei o linchamento ou a segregação social contra alguém? Se contestar teses "contrárias ao meu pensamento" é ser intolerante, o que fazem Olavo, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e muitos outros menos votados?

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    5. Sim Gustavo. Você vive num mundo Socialista e Comunista. Me cite 2 partidos no Brasil que não esteja filiado a Socialist Internacional.

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    6. Servem o DEM e o PP ou eles também têm comunistas demais?

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  2. Caro Gustavo: Sendo eu mesmo não formado em História , é fácil perceber qual o erro principal do Sr. N'Diaye, qual seja uma falta de perspectiva histórica que o leva a transpor retrospectivamente juízos de valor presentes para o passado remoto, que o faz absurdamente considerar que a prática da castração de escravos do sexo masculino pelo tráfico islâmico decorreria de intenção genocida... Ora, em uma rápida pesquisa na Internet, já deu para encontrar , de cara, a tradução para o inglês de um artigo de um bizantinologista francês, escrito em 1943, que descreve que, no Império Bizantino cristão, na mesma época do tráfico islâmico "genocida" os eunucos eram extensivamente empregados na burocracia imperial, no exército... e na alta hierarquia eclesiástica:

    http://www.well.com/~aquarius/guilland-eunuques.htm

    A razão óbvia para isso sendo certamente a de que os eunucos não tinham lealdades familiares e estavam vinculados apenas aos interesses dos seus superiores imediatos. Eram tão necessários, que, apesar de a legislação romana e bizantina proibir taxativamente a castração de nacionais, ainda assim os eunucos eram comprados como escravos pelos mesmos imperadores que proibiam a castração. Em toda essa história , portanto, temos a retirar como lição uma advertência aos perigos do autodidatismo - lição esta que desconfio que o Sr. C*** não irá seguir.

    No mais, mais uma vez, parabéns pelo excelente trabalho.

    Sds. Carlos

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  3. Interessante que o Olavo te critica por supostamente usar livros muito defasados, quando ele mesmo usa um estudo sobre raca do Voegelin publicado nos anos 20 do séc. passado. rs Voce poderia lembra-lo disso. Parabéns pela pesquisa.

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  4. Você não deveria se espantar com isso. Bostavo de Carvalho "refutou" toda paleontologia e geologia com base no livro de um médico indiano.

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  5. Cara, manda esse Enrrolavo tomar no cu dele. Já ouvi ele dizendo várias vezes no seu programa humorístico que "Os negros foram escravizadores, pois estavam entremeados aos Muçulmanos quando da ocupação da Ibéria.". Hora ele diz que os coitados dos negros foram castrados e oprimidos pelos Árabes, e logo depois ele diz que os Negros estavam entre os árabes, de igual para igual, no meio da horda de escravizadores.

    Esse velho filho da puta torce os fatos da maneira que melhor lhe parece no momento.

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  6. Não adianta se meter com o Olavo! Ele é um dos maiores filósofos de todos os tempos.

    Esqueça tudo isso e venha aqui pro Pará, prof Gostoso Moreira! Eu quero você aqui me comendo gostoso na lojinha da minha mãe! Em cima do balcão!

    bjs

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    1. Que é isso? Nem se você incorporar a Rachel!!!

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  7. Olá, parabéns pelo combate cotidiano ao Olavo de Carvalho e ao MSM, o que é mais do que necessário, afinal, nenhum deles nunca foi produtor de conhecimento validável, nem de leituras críticas da realidade.

    Infelizmente, compartilho o fardo de pesquisar a "obra" daquele senhor e a atuação partidária de seu observatório de imprensa.
    Se for de seu interesse posso disponibilizar o material já produzido

    Lucas P.
    lucas.patschiki@gmail.com

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    1. Que merda é essa!? "combate cotidiano ao Olavo de Carvalho e ao MSM".O MSM é pequeno site único totalmente de direita.E Olavo Carvalho, que é uma pessoal somente, não é um político, não é uma instituição.Vocês querem combater, não tem coisa melhor pra fazer? Já que os senhores julgam tão insignificantes?

      E Gustavo Moreira o que você acha disso?

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    2. A expressão "combate cotidiano", como você assinalou bem, não é minha. O que tenho feito nos últimos dias é um conjunto de críticas ao Olavo de Carvalho pessoa física, ainda que um movimento político inteiro esteja esperneando furiosamente a este respeito. Também penso que não preciso provar que sou outra pessoa física, e não um coletivo de linchadores do Olavo.
      Registro por fim o quanto gostaria que fosse verdadeira a sua premissa de que o MSM é o último reduto da direita.

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  8. Desculpe, não fui preciso por falar "vocês" Não quis dizer que é seu comentário.Estou falando do comentário Lucas P e de outros que pensam como ele, o que você acha disso?

    E MSM até momento vejo como único site inteiramente de direita. Há outros? Quais?

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  9. Bruno, não sou o melhor consultor para você nesse tema, mas nunca ouviu falar que existem sites de vários institutos liberais?
    Quanto ao comentário do Lucas, eu me expressaria de outra forma, mas o combate a que ele se refere é o teórico, retórico, de disputa pelos ideologicamente indecisos, e não a perseguição pessoal a militantes de direita.

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  10. Atrasado na resposta, ninguém é desorganizado em sociedade, e o MSM é sim articulado em torno de editoras, livrarias, órgãos de comunicação, a Associação Comercial de São Paulo, partidos (sim, a VIDE editorial tem uma ligação explícita com o DEM), uma série de institutos (o mais relevante o Millenium) e mais um sem número de associações da sociedade civil. O jornalista Colyn Braiton usando a ferramenta Godaddy fez um mapa meio esquemático, mas que dá conta de parte destas relações (http://tupiwire.wordpress.com/2011/01/10/democracy-exportation-crosshairs-over-america-do-sul/)

    Sobre o "combate cotidiano" não se trata de combate físico, mas enfatizar a atuação do historiador/analista social como crítico do seu presente, desmistificando discursos e práticas. Não trata-se de simplesmente contrapor-se, mas assinalar contradições, erros, preconceitos e interesses - e que ao contrário de uma pesquisa de fundo, não obriga uma análise mais profunda e exaustiva.

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