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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

História do Rio de Janeiro: Negociantes e política local

Esquema de uma sumaca, um dos tipos de embarcação utilizados no comércio de cabotagem da província do Rio de Janeiro. 


Baía de Sepetiba, estado do Rio de Janeiro


          
       Enquanto a redação do segundo capítulo da minha tese me afasta por mais alguns dias das polêmicas do mundo virtual, trago aos leitores outro texto, que redigi em 2010.   Apresentei esta comunicação na UFS.  Continuo pesquisando e escrevendo sobre os mesmos temas: a política no Segundo Reinado, as correlações de força entre plantadores escravistas e negociantes, a economia do sul fluminense.     



Leia o texto completo em:

http://www.historia.uff.br/estadoepoder/6snepc/GT3/GT3-GUSTAVO.pdf


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

História do Rio de Janeiro: a família Cardoso de Itaguaí

                                                Francisco José Cardoso Júnior (1826-1917)

           Durante os últimos dias, intensifiquei o ritmo de escrita da tese de doutorado que pretendo defender no segundo semestre de 2013.  Desta maneira, fiquei praticamente ausente do Blogger por uma semana.  Enquanto esboço novas matérias, apresento aos leitores o link com minha dissertação de mestrado, concluída em 2005.  Atendo assim a diversas indagações sobre a natureza de minhas pesquisas.  Em outras ocasiões, continuarei a disponibilizar trabalhos expostos em congressos.   

Resumo:

             Este trabalho constitui uma história familiar, ambientada na classe senhorial do Império do Brasil.  Nossas pesquisas foram centradas na ação de Francisco José Cardoso, negociante nascido em Portugal que, a partir da segunda metade da década de 1830, estabeleceu um sólido controle econômico e político-eleitoral sobre a vila fluminense de Itaguaí.
           A ascensão de Cardoso, derivada em grande parte de suas relações pessoais, sobretudo a duradoura aliança com os grupos ideológicos de tendência conservadora presentes na província do Rio de Janeiro, foi consolidada, a partir de meados do século, pela maioridade de seus descendentes.  Permitindo a seus filhos ter formações superiores diversificadas, concertando para os mesmos casamentos vantajosos no interior da mesma classe, obtendo para seus parentes e aliados nomeações para cargos de prestígio no Estado, ele ampliou seu poderio financeiro e reforçou a dominação local.
               A reconstituição parcial da atuação dos membros da família Cardoso foi empreendida, principalmente, através da observação de numerosos documentos oficiais e textos jornalísticos produzidos ao longo do século XIX.  Neste processo, procuramos confrontar os dados obtidos com as teses mais correntes na historiografia sobre o período monárquico brasileiro, privilegiando as características de autoritarismo e exclusão típicas da sociedade imperial.      

Leia o texto integral em:

http://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2005_MOREIRA_Gustavo_Alves_Cardoso-S.pdf

Abstract:

          This study is a family history set in the dominating class at the time of the Empire of Brazil (19th century).  The research was centered on the role of Francisco José Cardoso, a tradesman born in Portugal who, starting in the late 1830's, established a strong economic, political and electoral grip on the village of Itaguai, in the Rio de Janeiro province. 
          Cardoso's ascent derived mostly from his personal relations, mainly the long-lasting alliance with the ideological groups with conservatives inclinations of Rio de Janeiro province.  This alliance was further consolidated in the middle of the century by his descendants' coming of age.  He extended  his financial power and reinforced local dominance by allowing his sons to get diversified college education, by advantageous marriage arrangements within the dominating class and obtaining nominations for prestigious posts in the government for his relatives and allies.
          The partial reconstitution of the Cardoso family members' actions was performed mainly by consulting the great number of official documents and newspaper articles produced along the 19th century.  In this process, we sought to compare the obtained data to the most accepted theses in historiography about the Brazilian Monarchy Period, pointing out the authoritarian and excluding characteristics typical of the imperial society.

Learn more (in portuguese) in: 











sábado, 16 de junho de 2012

O mito da decência perdida

           

         A crença na existência, em certo lugar do passado, de uma sociedade isenta (ou quase) de violência e corrupção, não é exclusiva do Brasil nem da contemporaneidade.  Tampouco constitui uma opinião restrita aos conservadores.  Muitas pessoas das mais variadas idades e graus de instrução acreditam sinceramente que os crimes comuns e de colarinho branco e os escândalos sexuais que ocupam boa parcela do nosso noticiário são males progressivos, sintomas de uma crise moral que se agrava através dos anos.  Conforme as preferências de quem discursa, as origens de tal crise podem remontar ao término das presidências militares, às marés de contestação dos anos 60 ou mesmo à Proclamação da República.  Muitos julgam ainda que quanto mais recuamos na linha do tempo mais nos aproximamos de uma humanidade decorosa e até inocente.  
      Este mito frequentemente é instrumentalizado pela direita, no intuito de convencer o eleitorado a participar de uma suposta restauração da época idealizada em que ricos, remediados e pobres se submetiam   por completo à austeridade econômica, a uma moral sexual rigorosa e às autoridades que personificavam tais virtudes.  Basta recordar as gestões de Jânio Quadros e Fernando Collor para constatarmos o quanto este projeto já foi danoso ao país.  Além disto, é profundamente falacioso.  Um estudo sobre a vida social brasileira de qualquer período, sob qualquer referencial teórico, nos revelará que aqui sempre prevaleceram a violência física e psicológica, o preconceito, o roubo e a impunidade. 
          Recorro, para sustentar minha afirmação, à literatura produzida por viajantes que conheceram o Brasil nos primórdios da organização do Estado imperial.  A inglesa Maria Graham (1785-1842), por exemplo, fez duas excursões ao Brasil, entre 1821 e 1823.  Em outubro do primeiro ano, durante estadia em Salvador, verificou o quanto eram numerosos os assassinatos, em regra praticados com armas brancas.  Graham também pôde atestar o despreparo profissional e a truculência do aparato repressivo naquela cidade¹.



              Ainda na Bahia, a viajante testemunhou um malicioso golpe aplicado por alguns dos naturais da terra contra os marinheiros europeus². 


           Contratado pelo Exército Imperial, no qual foi tenente de Granadeiros Alemães, C. Schlichthorst escreveu um livro sobre o Rio de Janeiro em meados da década de 1820.  Ele ratificou as notícias de Graham sobre a frequência dos atentados a faca, acrescentando que estes crimes podiam ser cometidos por matadores de aluguel³.


         Schlichthorst deplorou a desonestidade que predominava na rede hoteleira, bem como a falta de higiene que afligia a capital do Império de maneira geral4.


        O militar notou que a sociedade carioca passava longe de qualquer puritanismo, sendo a prostituição de luxo uma atividade corriqueira e que gozava de bastante tolerância5.  


        O superfaturamento de fardas e armas no incipiente Exército, com grande dano às finanças públicas, não escapou ao olhar de Schlichthorst6: 


         A agiotagem, bem difundida, tinha como alvo os oficiais estrangeiros recrutados pela monarquia7:  


    Os colonos europeus, por sua vez, eram vítimas dos empregados que deveriam promover adequadamente seu estabelecimento no país8.


      O alto grau de corrupção do funcionalismo no Primeiro Reinado foi apontado por Robert Walsh (1772-1852), capelão que veio ao Brasil na comitiva de Lord Strangford, em 1828.  Os guardas da Alfândega, segundo o religioso, enriqueciam ilicitamente de várias formas, entre elas os furtos, nos quais contavam com uma rede de cúmplices9.


         Os magistrados brasileiros causaram a Walsh uma impressão talvez pior.  O recebimento de propinas convivia sem problemas com a ostentação pública de um padrão de vida incompatível com seus salários10.


        Os autores que apresentei não foram malévolos detratores do Brasil.  Pelo contrário: em suas obras, há numerosos relatos de experiências prazerosas, bem como elogios ao país e a seus habitantes, desde os altos dirigentes até os escravos nas piores condições materiais.
     Antes que algum demagogo de plantão me acuse de assumir o papel de advogado de mensaleiros, também não pretendo fazer uma "banalização do mal".  A corrupção e a impunidade, sem dúvida, são duas das principais mazelas do país.  Entretanto, o combate a elas não passa pelo resgate de uma inexistente Idade do Ouro, por meio da sujeição de todo o povo a uma presumida elite moralizadora.
              

Notas:
1- Maria Graham.  Diário de uma viagem ao Brasil.  Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EdUSP, 1990, pp. 173/174.
2- Idem, p. 184.
3- C. Schlichthorst.  O Rio de Janeiro como é (1824-1826).  Brasília: Senado Federal, 2000, p. 31.
4- Idem, p. 73.
5- Ibidem, pp. 128/129.
6- Ibidem, p. 273.
7- Ibidem, p. 283.
8- Ibidem, p. 293.
9- Robert Walsh.  Notícias do Brasil.  Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EdUSP, 1985, pp. 190/191.
10- Idem, p. 206.











quarta-feira, 11 de abril de 2012

O Estado norte-americano e sua obsessão por Cuba (século XIX)


Nunca, a não ser como idéia oculta nas profundezas de almas generosas, Cuba foi, para os Estados Unidos, algo mais do que uma possessão desejável, cuja única inconveniência é a sua população, que eles consideram rebelde, preguiçosa e digna de desprezo.

(José Martí, em carta de maio de 1886 a Ricardo Rodríguez Otero. Citado em Richard Gott.  Cuba: uma nova história.  Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 107)   

            O interesse norte-americano pela incorporação da ilha de Cuba ao seu território remonta aos primeiros tempos dos Estados Unidos enquanto país autônomo.  A compra da Flórida à Espanha, em 1821, tornou esta possibilidade mais viável, na medida em que o império colonial espanhol nas Américas desmoronava diante dos movimentos de independência.  Em 1823, John Quincy Adams (1767-1848), então secretário de Estado, explicitou tal intenção, ao declarar, em carta a Hugh Nelson, representante dos Estados Unidos em Madri, que

Há leis da política como há leis de gravitação física.  E se uma maçã, separada pela tempestade da sua árvore nativa, não pode escolher, mas apenas cair ao chão.  Cuba, por força desligada do seu vínculo não natural com a Espanha, e incapaz de auto-sustentar-se, só pode gravitar na direção da União Norte-Americana, a qual, pela mesma lei da natureza, não a pode segregar do seu seio[1].

            Pouco mais tarde, em 1825, os Estados Unidos arrancaram da Espanha a promessa de que Cuba, em nenhuma hipótese, passaria ao controle de outra potência europeia.  O historiador Fraginals identifica, como importante fator de encorajamento desta ambição ao longo da História, os interesses da oligarquia criolla, que em regra admirava o vizinho do Norte[2].
O controle espanhol sobre a ilha, extremamente repressivo nas décadas de 1820 e 1830, moldou a opinião dos intelectuais naturais de Cuba contra a metrópole, levando-os a pensar em duas alternativas: a independência ou a anexação aos Estados Unidos.  A segunda encontrou um defensor de peso em Antonio Saco (1797-1879), escritor e político que redigira, em Paris, uma história da escravidão.  Saco temia que os negros de Cuba se unissem aos da Jamaica e do Haiti para subjugar a população branca de toda a região caribenha.  Receoso de que os brancos cubanos não pudessem escapar simultaneamente da opressão colonial e da eventual revolta das populações de cor, via como solução “jogarmo-nos nos braços dos Estados Unidos[3]”.
            A eclosão da rebelião de La Escalera, em 1843, quando escravos e negros livres, associados, atacaram várias propriedades, tentando recrutar cativos dos engenhos e trabalhadores das ferrovias para o movimento, fez crescer o apoio ao anexionismo entre a classe dominante local.  Um dos principais difusores da proposta era Cristóbal Madán, plantador exilado em Nova York, não por acaso cunhado do jornalista John O’Sullivan (1813-1895), criador da expressão Destino Manifesto, pretendida justificativa para o expansionismo territorial norte-americano.  Naquela conjuntura, os Estados Unidos eram o principal parceiro econômico da ilha, comprando a maior parte da produção açucareira e exportando os manufaturados que abasteciam o mercado consumidor cubano.  Em sintonia com estas articulações, o presidente americano James K. Polk (1795-1849) ofereceu à Espanha 100 milhões de dólares pela soberania sobre Cuba em 1848, cifra ampliada para 130 milhões por Franklin Pierce (1804-1869) em 1854.  Não obstante a recusa espanhola, aventureiros tentaram realizar o projeto por conta própria.  Um deles foi Narciso López, nascido na Espanha, que liderou duas expedições rumo a Cuba, nas quais tomaram parte centenas de americanos.  Aprisionado em 1851, López acabou executado em Havana por meio do garrote vil, técnica de estrangulamento comumente adotada pelo Estado espanhol[4].
            O anexionismo contava igualmente com a associação entre particulares cubanos e americanos no território dos Estados Unidos.  O jornal La Verdad, publicado na América do Norte, estava sob a direção do cubano Gaspar Betancourt Cisneros, representante dos pecuaristas da região de Puerto Príncipe.  Entretanto, a dona do periódico era Cora Montgomery, mulher do general William M. Cazneau, que havia se destacado na tomada do Texas ao México[5]. 
A perspectiva de incorporação da ilha aos Estados Unidos, que seduzia em particular os proprietários dos engenhos na altura da metade do século XIX, perdeu prestígio com a deflagração da Guerra de Secessão[6], mas não foi de todo abandonada. Quando deu início à Guerra dos Dez Anos (1868-1878) contra o domínio metropolitano, Carlos Manuel de Céspedes (1819-1874) conclamou os cubanos à independência.  Entretanto, o outro projeto retornou à ordem do dia, e uma convenção realizada por rebeldes na localidade de Guáimaro votou a favor da anexação pelos Estados Unidos.  Como não havia um compromisso claro dos insurretos no sentido da abolição da escravatura, e funcionários de seu próprio governo se batiam pela velha proposta de adquirir Cuba por compra, o presidente Ulysses Grant (1822-1885) decidiu aguardar o curso dos acontecimentos[7].
            Céspedes chegou a solicitar a Grant, em março de 1869, o reconhecimento do movimento que comandava como parte beligerante.  Tinha como argumento a seu favor o fato de que a Espanha reconhecera, alguns anos antes, a beligerância do Sul na Guerra de Secessão.  Entretanto, não houve reconhecimento e, além disto, os americanos se aproveitaram do conflito para vender armamentos aos espanhóis.  Numerosos cubanos se exilaram, durante a guerra, em cidades como Key West, Tampa, Baltimore, Nova York e Filadélfia.  Conseguiram, ao menos, fazer com que boa parte da população americana passasse a simpatizar com a ideia da independência de Cuba[8].  Por outro lado, vários exilados se naturalizaram cidadãos dos Estados Unidos, entre os quais Miguel Aldama, àquela altura o principal líder dos anexionistas.  Fortalecia-se a antiga “estratégia da maçã madura[9]”.  
            Na década de 1880, a vinculação entre as economias americana e cubana continuou a crescer, a tal ponto que os Estados Unidos, que já compravam mais de 80% das safras agrícolas de Cuba, atingiram um percentual superior a 90% em 1891.  Sob pressão, os espanhóis assinaram, em 1884, um tratado antiprotecionista, que deixariam de cumprir, porém, devido a uma alternância entre gabinetes na metrópole[10].  Além de dominar o comércio exterior cubano, os capitalistas americanos vieram a ocupar um espaço diferenciado no próprio setor produtivo: em 1888, vinte refinarias se fundiram para dar lugar ao truste comandado por Henry Havemeyer, que assumiria dois anos mais tarde a denominação de American Sugar Refining Company, empresa virtualmente monopolizadora das vendas de açúcar refinado nos Estados Unidos[11].   
Uma segunda guerra de independência, entre 1895 e 1898, enfraqueceu tanto a Espanha, que enviou duzentos mil soldados à colônia para não perdê-la, dos quais muitos morreram, quanto os partidários da liberdade, que foram submetidos às duras táticas de confinamento e extermínio empreendidas pelo general Valeriano Weyler (1838-1930), marquês de Tenerife, instalado em Havana como capitão-geral em 1896.  Tombariam em combate José Martí (1853-1895), mentor intelectual dos patriotas cubanos, e o general mulato Antonio Maceo (1845-1896), veterano da Guerra dos Dez Anos, o mais carismático de seus chefes militares.  Entre as grandes lideranças restava apenas Máximo Gómez (1836-1905)[12].
Com o desaparecimento de Martí, a organização por ele comandada, o Partido Revolucionário Cubano, ficou sob a presidência de Tomás Estrada Palma, outro ex-combatente da Guerra dos Dez Anos, que havia adquirido a cidadania americana durante um longo exílio naquele país, onde trabalhou como professor.  Fraginals demonstra simpatia por Estrada Palma, tido como um homem imune à corrupção.  Todavia, sob aquela gestão, os magnatas do açúcar, aliados aos interesses dos Estados Unidos, alcançaram a hegemonia sobre o PRC, dele expulsando os operários da indústria do tabaco e outros integrantes das classes médias e baixas, antes arregimentados por Martí[13].
Estavam abertas as oportunidades para a intervenção americana, concretizada após a explosão do couraçado Maine no porto de Havana, em 15 de fevereiro de 1898, que provocou a morte de 258 marinheiros.  Este acontecimento, na verdade um acidente, foi apresentado à opinião pública dos Estados Unidos como resultado de sabotagem espanhola.  Declarada a guerra entre os dois países a 25 de abril, tropas americanas atacaram Cuba e Porto Rico, nas Antilhas, Filipinas e Guam, no Pacífico.  Em 1º de julho de 1898, na localidade de Loma San Juan, em Santiago de Cuba, aconteceu a principal batalha pelo controle da ilha, na qual três mil americanos, que sofreram pesadíssimas baixas, terminaram por dobrar a resistência de mil espanhóis.  Três semanas incompletas bastaram para a liquidação de um domínio de quase quatro séculos[14].
            A invasão nada teve de improvisada.  Recusando-se o primeiro-ministro espanhol Antonio Cánovas Del Castillo (1828-1897), em 1896, a admitir a mediação americana entre as partes em luta, o Escritório de Inteligência Naval dos Estados Unidos solicitou a confecção de um plano de guerra contra a Espanha.  A questão constituiu um tema importante na eleição presidencial americana que ocorreu naquele ano.  O presidente em exercício, Grover Cleveland (1837-1898), democrata, era acusado de inércia no que se referia a Cuba.  O pleito, afinal, seria vencido por William McKinley (1843-1901), republicano e favorável ao expansionismo[15]. 
             
               


[1] Ver Richard Gott.  Cuba: uma nova história.  Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 75.
[2] Cf. Manuel Moreno Fraginals.  Cuba/Espanha, Espanha/Cuba.  Bauru: Edusc, 2005, pp. 255/256.
[3] Cf. Gott, pp. 72 a 74.
[4] Idem, pp. 82 a 87.
[5] Cf. Fraginals, p. 251. 
[6] Ver Tulio Halperin Donghi.  História da América Latina.  Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975, p. 165.
[7] Ver Gott, p. 98.
[8] Ver Fraginals, pp. 305/306.
[9] Idem, p. 312.
[10] Ibidem, pp. 329/330.
[11] Ver José A. Benítez.  El pensamiento revolucionario de hombres de nuestra América.  La Habana: Editora Política, 1986, p. 331.
[12] Cf. Gott, pp. 109 a 117.
[13] Cf. Fraginals, pp. 338/339.
[14] Cf. Gott, pp. 117 a 120.
[15] Idem, pp. 120/121.